Tecnologia nuclear está na cérebro dos jovens, diz iraniano

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Publicado quarta-feira, 7 de março de 2007 as 12:18, por: cdb

Chefe do programa nuclear iraniano, Gholamreza Aghazadeh disse, nesta quarta-feira, que um eventual ataque às instalações do país não eliminará o conhecimento tecnológico acumulado pelos jovens cientistas locais, segundo a agência de notícias Irna.

Aghazadeh, diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, acrescentou que o Irã produziu 270 toneladas de hexafluorido de urânio (UF6), o gás que alimenta o processo de enriquecimento. Anteriormente, o país dizia ter produzido 250 toneladas do gás.

Os Estados Unidos acusam o Irã de tentar ampliar a tecnologia de enriquecimento de urânio para que possa construir bombas, acusação que o Irã nega dizendo que quer combustível para usinas de energia.

Washington afirma que está buscando uma solução diplomática, mas não descarta uma ação militar.

– Nem se imaginarmos que (os inimigos) ataquem nossas instalações, a ciência desta tecnologia agora está no cérebro dos nossos jovens. Eles não podem fazer nada com o cérebro dos nossos jovens – disse Aghazadeh.

Segundo quem o Irã tem “alguns milhares de especialistas nucleares.”

– Mesmo se eles atacarem nossas instalações, teríamos uma chance de construir nossas usinas elétricas mais cuidadosamente e de adotar mais ações para protegê-las – acrescentou.

O Irã está montando novas centrífugas para enriquecer urânio em uma parte subterrânea da sua usina de Natanz. Atualmente, há 350 centrífugas sobre o terreno do local, cercado por baterias antiaéreas.

– No último ano e meio, produzimos cerca de 270 toneladas de UF6 – disse Aghazadeh.

O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos diz que as 250 toneladas de UF6 previamente anunciadas pelo Irã poderiam produzir entre 30 e 50 armas nucleares depois que o material fosse enriquecido.

As principais potências mundiais atualmente discutem novas sanções ao Irã devido à recusa do país em suspender o enriquecimento até 21 de fevereiro, como exigia a ONU. EUA, Grã-Bretanha, França e Alemanha defendem punições mais rígidas a Teerã, mas enfrentam a resistência de Rússia e China.

O Irã diz que pretende gerar eletricidade para o consumo interno, preservando o abundante petróleo para a exportação. O país diz que sua primeira usina nuclear ainda está em construção.