Taxa de desemprego sobe, dentro do esperado, e ainda não preocupa

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Publicado quarta-feira, 28 de março de 2012 as 13:13, por: cdb

Taxa de desemprego sobe, dentro do esperado, e ainda não preocupa

Técnicos do Dieese e da Fundação Seade lembram que movimento é comum nesta época do ano. Eles esperam recuperação principalmente a partir do segundo semestre. Rendimento cai

Por: Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual

Publicado em 28/03/2012, 13:20

Última atualização às 13:42

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São Paulo – A taxade desemprego calculada pela Fundação Seade e pelo Dieese em seisregiões metropolitanas mais o Distrito Federal subiu em fevereiro evoltou a frequentar o patamar de dois dígitos (de 9,5% para 10,1%).O comportamento é normal para o período e a taxa foi a menor para omês na série histórica (quatro anos), mas os técnicos tambémdetectam sinais de atividade econômica menos intensa. Chama aatenção o fato de haver aumento da população economicamente ativa(PEA), o que normalmente não ocorre no início do ano. A preocupação se concentra, neste momento, na queda do rendimento.

Com um pequenoacréscimo da PEA de janeiro para fevereiro e retração no númerode ocupados, o total de desempregados nas sete áreas pesquisadasaumentou em 137 mil, para uma estimativa de 2,248 milhões. Em 12meses, a PEA cresce 2%, com 433 mil pessoas a mais, enquanto aocupação sobe 2,5% (acréscimo de 488 mil), fazendo o número dedesempregados recuar 2,4% (55 mil a menos). Na comparação com fevereiro de 2011, a taxa de desemprego só aumenta em Salvador (15,8%). A menor é de Belo Horizonte (5,1%), onde caiu quase 35%.

A construção civilfoi um dos setores que sustentaram o crescimento da ocupação em 12meses, com variações de 36,2% em Recife, 19,7% em Salvador, 12,2%em Fortaleza e 11,1% em Belo Horizonte. A indústria tevecomportamento diferenciado, com altas de 6,7% em Recife, 5,8% emPorto Alegre e 2,8% em Belo Horizonte e quedas de 10% em Salvador,4,3% em Fortaleza e 2,5% em São Paulo. No total, o setor industrialfechou 38 mil vagas ante fevereiro do ano passado (-1,2%), o comércioabriu 95 mil (3%) e os serviços, 301 mil (2,9%). A maior altapercentual foi da construção (8,8%), que criou 103 mil postos detrabalho.

Na maior regiãometropolitana, a de São Paulo, a taxa média de desemprego tambémsaiu da casa de um dígito (9,6%) e foi a 10,4%, em comportamentoconsiderado usual para o período – e, como tem ocorrido ultimamente, foi a menor para o mês em 22 anos. O número de desempregados foiestimado em 1,123 milhão, com acréscimo de 86 mil ante janeiro eredução de 9 mil em relação a fevereiro do ano passado. A taxa ficou ligeiramente abaixo da registrada em igual mês de 2011 (10,6%). Nessa mesma base de comparação, caiu de 9,8% para 9,1% na capital, subiu de 11,7% para 12,2% nos demais municípios da região metropolitana e aumentou de 9,6% para 10,2% na região do ABC.

O rendimento médio dos ocupados (R$ 1.443) nas sete regiões caiu 2,2% no mês e 1,7% em 12 meses. Em São Paulo, a retração chegou a 4% e 3,1%, respectivamente. Para o coordenador de análise do Seade, Alexandre Loloian, esse é um sinal de alerta. “Deixa preocupação em relação ao nível de atividade e ao mercado interno”, afirmou.