Suplicy diz que decisão do Copom foi adequada para o Brasil diante da crise internacional 

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Publicado quinta-feira, 1 de setembro de 2011 as 15:17, por: cdb

A comentar a decisão do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa de juros em 0,5 ponto percentual, de 12,5% para 12%, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse, em pronunciamento nesta quinta-feira (1º), que a medida foi “consistente e adequada” para o Brasil fazer frente a atual crise internacional.

Para o senador, a queda nos juros ajudará a conter as pressões inflacionárias, é compatível com investimentos do setor produtivo na ampliação de sua capacidade produtiva e em oferta agregada e ainda possibilita eventual desvalorização cambial.

Suplicy citou as principais consequências para o Brasil, mencionadas na ata do Copom, que poderão interferir na economia brasileira com o acirramento da crise mundial: redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários.

Com isso, o processo já iniciado de desaceleração econômica tende a continuar, tendência confirmada pelas projeções de recuo na taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), cuja origem está, diz o Copom, na “complexidade que cerca o ambiente internacional”.

Ainda conforme o documento, a expectativa é de que se prolonguem as restrições atualmente vividas por diversas economias maduras, com pouco espaço para aplicação, nessas economias, de política monetária. Isso provocará, no que considera “ambiente relevante”, um cenário favorável à inflação e à política fiscal restritiva, aponta o Copom.

– ‘Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal’ – leu Suplicy trecho da ata em Plenário, concluindo que a redução da taxa Selic contribui para que, em 2012, o BC consiga convergir a inflação para o centro da meta, de 4,5%.

Suplicy, que é economista, salientou que a reunião foi das mais longas do comitê, não obteve unanimidade de seus componentes, foram cinco diretores favoráveis e dois contrários, e a decisão foi tomada “sem viés de baixa”.

FMI reduz projeções para EUA e Europa

Ao final de seu discurso, o senador comentou o anúncio feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) das projeções para Estados Unidos e Europa em 2011 e 2012. Enquanto os Estados Unidos devem crescer só 1,6% este ano e países da zona do euro, 1,9%; em 2012, o avanço será, respectivamente, de 2% e 1,4%.

Da Redação / Agência Senado