Suicida deixa nove mortos e dezenas de feridos em Israel

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Publicado segunda-feira, 17 de abril de 2006 as 09:37, por: cdb

Uma emissora de televisão árabe transmitiu uma fita de vídeo, no início da tarde desta segunda-feira (horário local), em que mostrou um militante do grupo radical palestino Jihad Islâmica, e disse que ele lançou o ataque em Tel Aviv nesta manhã.

– Há mais mártires (homens-bomba), se Deus quiser. Eu me entrego… pelo amor de Deus – disse o jovem, que se identificou como um “filho das Brigadas Quds”, ala militar da Jihad Islâmica.

O ataque suicida matou pelo menos seis pessoas em uma barraca de sanduíches na cidade de Tel Aviv, em Israel, ferindo outras dezenas de pessoas, disseram fontes médicas. A explosão ocorreu próximo à antiga estação central de ônibus de Tel Aviv. O serviço de emergência Zaka estimou o número de mortos em seis, incluindo o homem-bomba. O serviço de ambulância Magen David Adom inicialmente estimou o número de feridos em 30.

– Foi uma grande explosão. Foi uma visão inacreditável – disse Yossi Bar, motorista de táxi, à Rádio Israel.

O ataque ocorreu em meio à tentativa do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, de formar um governo de coalizão e três semanas depois que o grupo militante islâmico Hamas assumiu o controle do governo da Autoridade Palestina. Imagens da TV mostraram pessoas com sangue em suas roupas. Ambulâncias e veículos policiais se deslocaram para o local.

Saeb Erekart, importante auxiliar do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas (também conhecido como Abu Mazen), condenou a ação extremista.

– Eu condeno esse ataque em nome do presidente Abu Mazen e conclamo todas as facções palestinas a observar a interrupção da violência. Tais ataques prejudicam os interesses palestinos – disse.

O governo de Israel não se pronunciou sobre o ataque. O último ataque suicida dentro de Israel havia ocorrido em 19 de janeiro, quando apenas o homem-bomba morreu. A explosão ocorreu próximo à cena do ataque desta segunda-feira. Dois grupos militantes palestinos reivindicaram a autoria do suposto ataque suicida. Um membro da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, braço armado do Fatah, facção do presidente Abbas, disse à agência de notícias inglesa Reuters, por telefone, que o grupo havia promovido o ataque “para vingar-se dos massacres cometidos por Israel contra nosso povo em Gaza”.