Sociedade civil quer amplitude do multilateralismo

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 2 de dezembro de 2005 as 09:27, por: cdb

Organizações não governamentais (ONGs) e movimentos sociais não questionam o multilateralismo, mas o papel da Organização Mundial de Comércio (OMC) como condutora do processo.

– As regras são pensadas para atender aos interesses das grandes corporações. Tem que ter regras, sim, mas que enxerguem o comércio como um meio para se obter o desenvolvimento. Achávamos que a Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), por exemplo, poderia exercer melhor o papel de mediador do comércio internacional, com regras que priorizassem o desenvolvimento – diz Fátima Mello, secretária-executiva da Rede de Integração dos Povos (Rebrip) – articulação de ONGs, movimentos sociais, entidades sindicais e associações profissionais que atuam sobre os processos de integração regional e comércio.

Agora, no entanto, as entidades civis questionam até mesmo o futuro da Unctad. É que acaba de ser nomeado pela Organização das Nações Unidas (ONU), para o cargo de secretário-geral da Unctad, o tailandês Supachai Panitchpakdi, atual Diretor-Geral da OMC – Supachai permanece à frente da OMC até o final de agosto. Nos últimos nove anos, a Unctad esteve sob o comando do embaixador e ex-ministro brasileiro das Finanças Rubens Ricupero, que deixou o cargo em dezembro do ano passado.