Sindicato dos metroviários exige suspensão das obras da Linha 4 em SP

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Publicado segunda-feira, 15 de janeiro de 2007 as 19:35, por: cdb

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo exigiu nesta segunda-feira a suspensão das obras da Linha 4 – Amarela do Metrô, a realização de uma auditoria independente adicional à que será realizada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), participação efetiva de engenheiros do Metrô na fiscalização das obras e mudança na forma de contratação das empreiteiras.

A entidade anunciou ainda que vai fazer uma denúncia formal à Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo sobre as condições de trabalho de funcionários do Metrô e das empreiteiras nos canteiros de obras. O presidente do sindicato, Flávio Godoy, disse que confia na investigação do IPT sobre as causas do acidente, mas quer também a participação de um instituto que não tenha nenhuma ligação com o governo estadual.

Godoy disse também que tem denunciado as falhas na cosntrução da Linha 4 desde 2005, primeiro à Assembléia Legislativa e depois ao Ministério Público, mas acrescentou que essas entidades demoraram para tomar uma atitude e que o governo do estado foi negligente porque não deu atenção às denúncias sobre a possibilidade de acidentes na obra.

O sindicato apresentou nesta segunda-feira cópias de documentos do Ministério Público, da Prefeitura de São Paulo, da Assembléia Legislativa e do Metrô sobre problemas apresentados na execução das obras da Linha 4. O diretor do sindicato, Manoel Xavier Lemos Filho, reiterou que o acidente foi provocado originalmente pela decisão do Metrô de mudar a forma de gestão de novas construções.

Ele afirmou que o corpo técnico que existia na companhia desde 1968 e que conduziu as obras do Metrô nas duas primeiras décadas perdeu seu poder de fiscalização. Antigamente as obras avançavam metro a metro e só passavam de uma etapa para outra depois da aprovação de um corpo de especialistas do Metrô.

Segundo ele, agora, apenas quatro engenheiros acompanham a execução dos trabalhos das empreiteiras, sem poder para interferir no ritmo das obras.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos disse que não foi informada oficialmente sobre o pedido de suspensão da obras da Linha 4-Amarela e, por isso, não vai se pronunciar sobre o assunto.