Sindicato dos jornalistas contra despedimentos no “Sol” e no “Diário Económico”

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 as 14:04, por: cdb

Jornalistas e outros trabalhadores dos jornais “Sol” e “Diário Económico” estão a ser abordados para rescindirem amigavelmente. O Sindicato dos Jornalistas repudia os despedimentos.Artigo |26 Janeiro, 2012 – 18:49O sindicato considera que, nos dois casos, “é possível encontrar soluções alternativas que acautelem a defesa dos postos de trabalho”

No jornal “Diário Económico”, jornalistas e outros trabalhadores estão a ser abordados seletivamente para aceitarem rescisões por mútuo acordo. No jornal “Sol”, também vários trabalhadores estão a ser seletivamente contactados num processo semelhante, tendo sido noticiado que o jornal irá despedir 20 trabalhadores, dos quais 8 jornalistas. A direção do sindicato dos jornalistas (SJ) tomou posição repudiando os despedimentos nos dois casos.

Em relação ao “Diário Económico” (DE), o SJ condena o processo adotado pela empresa, de contactos seletivos pelo diretor da publicação propondo a rescisão do contrato de trabalho, considerando-o “ofensivo para a dignidade dos trabalhadores atingidos”, e rejeita que a “pretexto da crise e da quebra do investimento publicitário, empresas de comunicação social como a do ‘Diário Económico’ optem pela solução mais fácil do despedimento quando se inserem em importantes grupos económicos, como é o caso do Grupo Ongoing, que podem e devem servir de suporte às atividades em eventuais dificuldades”.

Em relação ao “Sol”, o SJ repudia igualmente o processo de chamada de trabalhadores para aceitarem rescisões por mútuo acordo, “ofensivo da dignidade pessoal e profissional” dos trabalhadores – que parece estar a tornar-se prática generalizada.

O SJ salienta que os despedimentos no jornal “Sol” são um “ caso muito preocupante, por o conjunto de jornalistas já abordado ter um peso significativo numa redação de dimensão reduzida, por envolver profissionais que muito têm dado ao jornal e, nalguns casos, serem de recrutamento mais ou menos recente noutros órgãos de informação”.

A direção do sindicato considera que “ não se pode aceitar que, a pretexto da crise empresas de comunicação social como a do semanário ‘Sol’ optem pela solução mais fácil do despedimento quando se inserem em importantes grupos económicos” e lembra que “o semanário “Sol” é controlado por uma sociedade (Newshold) da qual se desconhece o verdadeiro dono, embora as notícias o vão ‘associando’ a capitais angolanos, mas que está a investir no sector em Portugal, ocupando já uma posição significativa (15%) no Grupo Cofina, detentor, por sua vez, do “Correio da Manhã”, que é o diário de maior tiragem, do desportivo “Record” e da revista “Sábado”, entre outras publicações”.

Nos dois casos (“Sol” e “Diário Económico”), o sindicato considera que “é possível encontrar soluções alternativas que acautelem a defesa dos postos de trabalho, que são necessários ao futuro das próprias empresas”.