Sindicalita preso em SP planejava três assassinatos, diz polícia

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Publicado quarta-feira, 28 de maio de 2003 as 20:00, por: cdb

Preso nesta quarta-feira sob acusação de assassinato, o presidente do Sindicato dos Motoristas de Piracicaba (162 km a noroeste de São Paulo), Renato dos Santos, planejava a morte de outros três sindicalistas, afirma a Polícia Civil.

Ele é apontado como o mandante do assassinato do presidente do Sindicato dos Motoristas de Osasco, na Grande São Paulo, Esmeraldo Nunes da Silva, atingido por nove tiros em maio de 2001.

A motivação do crime seria o controle do Sindicato dos Trabalhadores Terrestres do Estado. Os nomes das outras possíveis vítimas deverão ser divulgados na próxima quinta-feira pelo delegado Fábio Affonso da Costa, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).

Buscas

Policiais realizam buscas na Baixada Santista na tentativa de localizar Antônio Carlos Rodrigues, conhecido como Carlão, acusado de ser o responsável pela morte de Esmeraldo Nunes da Silva.

De acordo com a polícia, ele era segurança do sindicalista Renato dos Santos e teria uma empresa de segurança que oferecia serviços a sindicatos.

Renato dos Santos foi preso na manhã desta quarta-feira durante operação que contou com 40 policiais do DHPP, munidos com mandados de busca e apreensão. Além de documentos, uma arma foi apreendida.

A reportagem ainda não conseguiu localizar os advogados dos envolvidos para comentar o caso.

Hospital

O presidente do sindicato dos trabalhadores de transporte de cargas secas e molhadas de São Paulo e Itapecerica da Serra, José Carlos de Sena, 55, também é acusado de planejar a morte de Maurício Alves Cordeiro, ex-presidente do sindicato dos condutores de Guarulhos, na Grande São Paulo, há mais de um ano.

Ele estava foragido e foi encontrado internado no Hospital do Coração, com insuficiência cardíaca aguda. Sena deverá deixar o hospital na próxima sexta-feira.

De acordo com policiais e promotores, o assassinato de Cordeiro teria sido planejado também pelo presidente do sindicato dos motoristas de São Paulo, Edivaldo Santiago, preso desde o último dia 19 na PF (Polícia Federal).

Outros dirigentes do sindicato dos motoristas de São Paulo, presos na PF, foram denunciados pelo Ministério Público Federal formação de quadrilha armada, dano qualificado, paralisação de trabalho de interesse coletivo, paralisação de trabalho mediante violência, frustração de direitos trabalhistas, desobediência e coação durante processo.