Sharon reafirma que vai combater às ações de grupos radicais

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Publicado quarta-feira, 11 de junho de 2003 as 10:28, por: cdb

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirmou que seu governo vai continuar a “combater o terrorismo” se os palestinos não fizerem nada para impedir as ações armadas de grupos extremistas.

Na terça-feira, cinco palestinos foram mortos em dois ataques de retaliação do Exército de Israel na Faixa de Gaza.

O presidente americano, George W. Bush, condenou os ataques e descreveu as operações do Exército israelense como “preocupantes”. De acordo com a Casa Branca, os incidentes dificultam os esforços da liderança palestina no “combate ao terrorismo” e não ajudam a segurança de Israel.

Após os ataques de terça-feira, no entanto, o primeiro-ministro Ariel Sharon disse que ainda está comprometido com o plano de paz para a região e evitou comentar de maneira específica as operações militares do Exército.

Ataques

No primeiro dos ataques de terça-feira, helicópteros dispararam mísseis contra o carro de Abdel-Aziz Al-Rantissi, um dos principais líderes do Hamas, em Gaza.

Al-Rantissi ficou ferido, mas sobreviveu ao ataque. Um guarda-costas do líder do Hamas e uma mulher que passava pelo local morreram e mais de 20 pessoas ficaram feridas.

Um pouco mais tarde, novos disparos de helicópteros israelenses mataram três pessoas e deixaram 32 feridos em Jabalya, no norte da Faixa de Gaza.

Em uma reação aos ataques, o governo americano disse que está determinado a pressionar israelenses e palestinos a buscar a paz e pediu uma “liderança responsável” dos dois lados.

Nesta quarta-feira, um tribunal israelense deve julgar as apelações contra a decisão do governo de desmontar acampamentos de colonos judeus na Cisjordânia como parte do plano de paz para o Oriente Médio.

A ação judicial movida pelos colonos impediu que o Exército israelense removesse cinco acampamentos desabitados – outras dez colônias abandonadas haviam sido destruídas no início da semana.

Os grupos que representam os colonos judeus manifestaram forte oposição à promessa de Ariel Sharon, que se comprometeu a eliminar os assentamentos ilegais em territórios palestinos durante a cúpula de Aqaba, na Jordânia.

O acampamento de Gilad, citado na ação que deve ser julgada nesta quarta-feira, já foi evacuado quatro vezes nos últimos anos e se tornou cenário de freqüentes confrontos entre colonos judeus e soldados israelenses.