Sharon diz acreditar em ‘avanço histórico’ com os palestinos

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Publicado quinta-feira, 27 de janeiro de 2005 as 17:47, por: cdb

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse haver agora as condições certas para um “avanço histórico” nas negociações com os palestinos.

Sharon afirmou estar “muito satisfeito” com os esforços do novo presidente palestino, Mahmoud Abbas, para conter a violência na região.

Autoridades dos dois lados estão preparando uma reunião de cúpula entre Sharon e Abbas, talvez dentro de duas semanas.

– Acredito que as condições foram criadas para permitir a nós e aos palestinos alcançar um avanço histórico, um avanço que nos levará à segurança e à paz – declarou.

Antes, Sharon já havia dito ao diário israelense Yediot Ahronot que “não há dúvidas de que Abu Mazen (como é conhecido Abbas) já começou a trabalhar”.

– Estou muito satisfeito com o que tenho ouvido sobre o que está acontecendo no lado palestino. E estou muito interessado em avançar os processos com ele.

Abbas pediu a Israel que, por sua vez, suspenda os seus ataques contra os grupos militantes para que a trégua possa começar a funcionar na prática.

Hamas

O Hamas está participando nesta quinta-feira de eleições para prefeitos e vereadores na Faixa de Gaza.

Trata-se de um dos primeiros passos do grupo militante islâmico para entrar formalmente na política eleitoral nas áreas controladas pela Autoridade Palestina.

A organização, responsável por grande parte dos atentados contra Israel durante o levante palestino, está atualmente em negociações sobre um cessar-fogo com Mahmoud Abbas.
O correspondente da BBC em Gaza diz que o fato de o Hamas estar considerando a possibilidade de um cessar-fogo e aderir a uma disputa democrática podem ser sinais de uma mudança de estratégia do grupo.

As principais facções armadas palestinas já prometeram extra-oficialmente a Abbas um cessar-fogo temporário, mas exigem que as forças israelenses também interrompam suas operações.
Houve uma grande redução no número de ataques palestinos na última semana. Forças de segurança da Autoridade Palestina começaram a patrulhar a fronteira da Faixa de Gaza para impedir o disparo de foguetes contra o território israelense.

Mas as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa ameaçaram retomar os ataques após Israel ter matado um de seus integrantes.

Homens encapuzados dizendo representar o grupo militante disseram que Israel tinha 24 horas para parar com operações do gênero ou as Brigadas voltariam a atuar.