Seul condena execução de sul-coreano e confirma envio de tropas

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Publicado terça-feira, 22 de junho de 2004 as 22:39, por: cdb

O governo da Coréia do Sul condenou hoje, terça-feira, a execução do cidadão sul-coreano por elementos armados no Iraque e o qualificou como um “crime terrorista contra a humanidade”, mas reafirmou sua determinação em enviar o segundo contingente militar ao país, informaram fontes oficiais.

O porta-voz do ministério de Asuntos Exteriores, Sin Bong Kil, expressou a dor causada pelo trágico assassinato do sul-coreano, que aconteceu apesar dos esforços feitos para que ele fosse salvo.

Ele indicou que depois do Conselho de Segurança Nacional, convocado com urgência na última madrugada, Seul reafirmou que não havia mudanças no plano de deslocar 3.000 soldados ao Iraque para realizar trabalhos humanitários e de reconstrução do país árabe.

Seul confirmou de madrugada a morte do civil Kim Sun Il, de 33 anos, cujo cadáver foi encontrado por militares americanos entre Bagdá e Faluja, cinco dias depois de ser seqüestrado por um grupo islâmico armado.

Os seqüestradores exigiam ao governo sul-coreano a retirada dos 600 médicos e engenheiros militares sul-coreanos já colocados no sul do Iraque, assim como a suspensão do envio do segundo contingente de 3.000 soldados a partir de agosto.

Coréia do Sul pedirá a cooperação do governo Provisório iraquiano e das autoridades militares americanas para uma pronta repatriação do corpo do sul-coreano.

Além disso, adotará medidas de prevenção a casos similares, e por isso estuda a retirada dos cidadãos sul-coreanos no Iraque.

A morte do civil produziu um forte impacto nos sul-coreanos pelas esperanças criadas sobre sua libertação, ao ser divulgado que o seqüestrado estava vivo, e a prorrogação do prazo para a decapitação dada pelos seqüestradores uma vez passado o prazo, que aceleraram as negociações entre o governo e elementos particulares.

O presidente sul-coreano, Roh Moo Hyun, fará um discurso dirigido à nação esta manhã, após o assassinato de Kim.