Setor de móveis discute perspectivas e metas para a indústria

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Publicado quarta-feira, 2 de julho de 2003 as 00:54, por: cdb

Em uma iniciativa inédita, as principais entidades representativas da indústria de móveis do Estado de São Paulo se reuniram para realizar um grande debate sobre o setor, em conjunto com a Abimóvel (Associação Brasileira da Indústria de Móvel) e outros parceiros.

Será o 1º Semov SP (Seminário Moveleiro de São Paulo), que ocorrerá dias 6 e 7 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, e que pretende discutir temas relevantes para a cadeia produtiva, ao abordar desde as perspectivas do segmento, estratégias perante a globalização, linhas de fomento até o desenvolvimento tecnológico.

O evento deverá contar com a presença do governador Geraldo Alckmin, do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Horácio Lafer Piva, e de representantes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), da Camex (Câmara de Exportações), entre outras autoridades, membros de entidades empresariais e especialistas.

O seminário fará parte da 2ª TechMóvel (Feira da Tecnologia e Fornecedores da Indústria Moveleira), que vai dos dias 5 a 8 do próximo mês, no mesmo local.

Para o coordenador do Semov, o professor do Centro de Tecnologia da Madeira de Votuporanga, João Araújo, a atividade é a primeira desse porte no Estado e significa o primeiro passo para um amplo fórum, a partir do próximo ano, com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia.

– Queremos internacionalizar o evento e criar um fórum para os cientistas e estudantes apresentarem trabalhos, para aprofundar o conhecimento nesse mercado – diz.

Os dias do seminário foram escolhidos para que coincidissem com a TechMóvel e com a Fenavem (Feira Internacional de Móveis), que será realizada na mesma semana no Anhembi, em São Paulo.

Araújo destacou, junto com a oportunidade de negócios e os debates, o fato de o evento aglutinar o Sindimov (Sindicato da Indústria do Mobiliário de São Paulo), o Sindicato da Indústria de móveis de São Bernardo e Região, o de Votuporanga e outros do Estado.

“Pela proporção é inédito”, disse o presidente do sindicato de São Bernardo e Região, Hermes Soncini, que dá apoio institucional à iniciativa. Ele considera que é uma chance de as entidades paulistas se reunirem com os órgãos públicos e de fomento.

Para o presidente do Sindimov, Pierre Stauffeger, é importante unir a categoria, “já que somos o terceiro setor mais empregatício da economia (seriam cerca de 800 mil empregos no país)”.

Uma das metas é alavancar as exportações, para as quais a indústria paulista ainda é incipiente. Suas vendas externas não ultrapassariam 10% dos US$ 536 milhões exportados em 2002, segundo Stauffeger.

– Estado não é exportador, inicia atividades para isso e é o maior pólo consumidor – diz.

Recentemente os sindicatos da Grande São Paulo formaram grupos de consórcios de exportação.