Setor de moda é responsável por desenvolvimento, diz Firjan

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Publicado segunda-feira, 10 de janeiro de 2005 as 17:12, por: cdb

A imagem da moda como algo supérfluo destinado apenas à elite foi substituída pelo fato comprovado de que o setor gera emprego e renda, com participação quase maciça de micro e pequenas empresas. No Rio, o setor é responsável pelo desenvolvimento do interior.

As afirmações foram feitas pelo vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro(Firjan), Luiz Chor. Ele coordena, pela entidade, da sexta edição do Fashion Rio, maior evento da moda fluminense, que começa na terça-feira, no Museu de Arte Moderna e vai até o dia 15 deste mês.

O evento é paralelo à 5ª Bolsa de Negócios Fashion Business, que já tem confirmada a participação de 50 compradores internacionais. Desse total, 15 têm o apoio da Agência de Promoção de Exportações (Apex Brasil) do governo federal.

De acordo com Chor, os dois eventos, que se realizam semestralmente para lançamento das tendências de moda nas próximas estações, ganham mais público a cada ano. Ele destacou que o mais importante é a divulgação da capacidade criativa e produtiva do setor de modas do estado do Rio, com expansão das vendas para o mercado doméstico e estrangeiro.

Nesta edição, a expectativa é ampliar as vendas em cerca de 10%. Isso significará elevar os negócios de R$ 300 milhões para R$ 330 milhões na parte nacional e de US$ 5,5 milhões para US$ 6 milhões externamente.

Chor destacou a presença nos dois eventos de representantes dos seis pólos de moda fluminense, os chamados Arranjos Produtivos Locais (APLs), que funcionam em municípios do interior do estado, em parceria com grifes e estilistas. O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) também está trazendo empresários ligados ao setor da moda para se apresentar no Fashion Rio.

Nesta edição da semana de moda, a Firjan está ampliando o projeto Arte Indústria, lançado em caráter experimental na edição de julho do ano passado. O projeto apresentou três casos de entidades de comunidades carentes nas quais atuam cerca de 70 artesãos da moda e foi um sucesso, disse Chor.

– O desafio é pegar o artesanato e dar a ele a formatação para poder se apresentar em um evento de moda – disse. Estilistas ajudam os artesãos a preparar os produtos, melhorando sua qualidade, buscando a inclusão no mercado.

De acordo com Chor, a importância do setor têxtil e de vestuário na balança comercial fluminense é cada vez maior. De janeiro a novembro de 2004, as exportações de produtos de vestuário produzidos no Rio totalizaram US$ 18 milhões, com incremento de 29% sobre os US$ 14 milhões registrados em igual período do ano anterior.