Servidores federais fazem passeata em Brasília para cobrar reajuste

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Publicado quarta-feira, 28 de março de 2012 as 14:51, por: cdb

Servidores federais fazem passeata em Brasília para cobrar reajuste

Categoria quer reposição das perdas salariais, além da retirada de projeto que cria fundo de previdência complementar e investimento para o setor público

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 28/03/2012, 16:51

Última atualização às 17:03

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São Paulo – Servidores públicos federais marcharam na manhã de hoje (28) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pressionar o governo por reajuste salarial, mais investimentos no setor público e em protesto contra o projeto que cria regime de previdência complementar para a categoria, o Funpresp. Eles afirmam que o fundo privatizaria o sistema de previdência do funcionalismo. Os trabalhadores se reúnem também com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, para discutir a pauta de reivindicações da categoria deste ano.

Apesar dos protestos, o Projeto de Lei Complementar 2/2012, que cria o fundo, passou pelas comissões do Senado e pode ir a votação no plenário ainda esta semana. Para o governo, o projeto que possibilita a criação de três fundos de pensão (um para cada poder Executivo, Legislativo ou Executivo) evitará problemas com as contas públicas. Segundo a Agência Senado, o fundo terá um aporte de capital inicial de R$ 50 milhões. As mudanças do regime só ocorrerão para os servidores que entrarem após a aprovação. Os manifestantes fazem ainda nesta tarde um seminário no Auditório Petrônio Portela, no Senado, que apresentará argumentos para a rejeição do PLC.

Participam do ato político 31 entidades ligadas ao Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Federais. Algumas delas, ligadas à assistência social e saúde, militaram contra o processo de privatização da saúde e a favor da jornada de 30 horas semanais sem redução salarial aos funcionários da área. “É uma oportunidade de reivindicarmos isso, tendo em vista que diversos órgãos continuam desrespeitando uma lei federal já sancionada e ferindo a regulamentação da nossa profissão”, disse a presidente do Conselho Federal de Serviço Social, Sâmya Ramos.

Os servidores buscam um consenso nas negociações da campanha unificada, que pede também a retirada de projetos em tramitação no Congresso, como o PLC 549/09, que dispõe sobre limites com despesas com pessoal e encargos sociais da União, e uma política salarial permanente que reponha as perdas salariais da categoria. O governo não concede reajuste ao funcionalismo há três anos, e as recentes negociações não avançaram.

Uma nova assembleia está marcada para 25 de abril. Caso não seja conquistado nenhum avanço nos próximos dias, os sindicalistas cogitam greve para 8 de maio.