Série de ataques mata pelo menos 160 pessoas em Bagdá

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Publicado quinta-feira, 23 de novembro de 2006 as 17:21, por: cdb

Pelo menos 160 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas em uma série de ataques nesta quinta-feira no bairro de Cidade Sadr, no leste da capital do Iraque, Bagdá, segundo autoridades do país.

Três ataques com carros-bomba e uma série de explosões de morteiros foram registrados na região, que é um alvo regular de ataques, principalmente de insurgentes sunitas. A população no bairro de Cidade Sadr é em sua maioria formada por muçulmanos xiitas e pobres.

Esta é uma das mais devastadoras ondas de ataques no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em março de 2003. Depois das explosões, as autoridades do Iraque decidiram impor um toque de recolher por tempo indefinido em toda Bagdá.

Na primeira explosão, por volta de 15h no horário local (10h em Brasília), um carro explodiu no mercado de alimentos, onde testemunhas afirmaram a jornalistas que o chão ficou coberto de corpos queimados e carne humana. Esta explosão foi seguida por outras duas com intervalos de 15 minutos entre elas.

O mercado estava lotado de clientes. A bomba explodiu em uma área onde as pessoas se reuniam para pegar microônibus. O ataque causou um incêndio que gerou pânico na população. As explosões destruíram ruas inteiras, deixando corpos espalhados entre os destroços.

O número de feridos causou problemas no sistema hospitalar e de transporte da capital iraquiana. Segundo a agência de notícias Associated Press, moradores e milicianos xiitas armados foram para as ruas, amaldiçoando muçulmanos sunitas.

Logo depois das explosões, dezenas de morteiros teriam atingido o bairro de Adhamiya, uma área predominantemente sunita. Antes dos atentados, o Ministério da Saúde do Iraque foi atacado por homens armados que trocaram tiros com tropas do governo. Cinco pessoas ficaram feridas. De acordo com relatos vindos da capital iraquiana, o prédio do ministério teria sido atingido por morteiros e tiros de metralhadora, depois que os agressores cercaram o edifício.

Ainda não há notícias de mortos nos confrontos, mas segundo a agência de notícias Reuters, o vice-ministro da Saúde, Hasan Zamili, teria pedido a pronta ação das autoridades, mas os comandantes teriam demorado para responder.