Seqüestro de jornalistas guatemaltecos ainda não terminou

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Publicado segunda-feira, 27 de outubro de 2003 as 16:51, por: cdb

O seqüestro de quatro jornalistas guatemaltecos e dois funcionários, ocorrido neste domingo por ex-paramilitares, que exigem do governo uma indenização por serviços prestados durante a guerra civil (1960-1996), prossegue nesta segunda, em meio ao repúdio de diversos setores.

– Condenamos energicamente o fato e insistimos junto ao presidente (Alfonso Portillo) para que acabe com esse abuso e violência contra os jornalistas – exigiu a Prêmio Nobel da Paz 1992 e líder indígena guatemalteca Rigoberta Menchú, que também pediu aos ex-membros das paramilitares da Patrulha de Autodefesa Civil (PAC) que respeitem a integridade física dos detidos.

O diretor do jornal Prensa Libre, onde trabalham os jornalistas seqüestrados, Gonzalo Marroquín, e o procurador dos Direitos Humanos, Sergio Morales, viajaram a Huehuetenango, 266 quilômetros a oeste da capital, onde estão os reféns, a fim de tentar resolver o conflito.

O jornalista Freddy López e o fotógrafo Emerson Díaz foram feitos reféns por centenas de ex-paramilitares enquanto tentavam cobrir a campanha eleitoral do ex-ditador Efraín Ríos Montt, candidato presidencial da Frente Republicana Guatemalteca (FRG-direita).

O jornalista Alberto Ramírez, o fotógrafo Mario Linares e dois funcionários da Procuradoria de Direitos Humanos enviados para negociar a libertação dos dois reféns também foram seqüestrados. Até o momento, nenhuma autoridade oficial se pronunciou sobre o seqüestro ou sobre medidas para libertá-los.