Sensibilidade

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Publicado quinta-feira, 26 de janeiro de 2012 as 19:52, por: cdb

As 12 melhores fotos do Concurso Fotográfico Melhor Idade foram escolhidas pela comissão julgadora, nesta quarta-feira (25), na Casa da Cultura. “Não foi simples escolher essas fotos, porque são pessoas muito sensíveis e a participação foi ótima”, comenta Alan Keller, secretário adjunto de Cultura e Comunicação Social. É importante ressaltar que todos os participantes são fotógrafos amadores, que têm mais de 60 anos – alguns pertencentes a iniciativas como Vila Vicentiva, Grupo Convivência e Maturidade Ativa, além de fotógrafos independentes.

A partir da próxima semana, as fotografias selecionadas serão submetidas à votação popular. O público poderá conferir os trabalhos e participar, votando na Biblioteca Pública Municipal e, posteriormente, no Casarão, locais onde as fotos serão expostas.

O Concurso Fotográfico Melhor Idade é uma realização da prefeitura, por meio da secretaria de Cultura e Comunicação, em parceria com as lojas New Photo, Foto Arte e Photoshop, que premiarão os três primeiros lugares com câmeras digitais e book fotográfico.

Sensibilidade

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 6 de agosto de 2008 as 11:41, por: cdb

Depois de um período fora do ar, consegui um tempo – principalmente interno – para escrever sobre algo que tem a ver com todos os temas que desenvolvi anteriormente nesta coluna. O tema da sensibilidade parece, num primeiro momento, oposto ao da agressividade, que abordei na última coluna.

Gostaria de deixar claro que a sensibilidade que abordo aqui, não tem a ver com fragilidade, ou mesmo com o feminino. Conheço muitos homens que são muito masculinos e ao mesmo tempo sensíveis como uma pétala de orquídea. Da mesma forma, conheço muitas mulheres que parecem portas ambulantes, que não enxergam, não ouvem e não são capazes de experimentar a vida em toda a sua complexa pluralidade. O que eu quero dizer com “experimentar a vida” depende necessariamente da disposição sensível que temos para isso.

A sensibilidade é uma qualidade que pode ser desenvolvida por todo o ser humano que vive e que se percebe parte de um universo maior do que o próprio umbigo. O Ser humano sensível é aquele que afeta e se deixa afetar pelos encontros e pelos acontecimentos de sua vida. O que na verdade eu gostaria dizer é que todas as relações que construímos com todas as pessoas, animais e mesmo coisas à nossa volta, e todas as nossas escolhas pessoais e profissionais são fruto da nossa sensibilidade – ou da falta dela. Pode apostar que quando nos deixamos afetar por alguma pessoa ou algum acontecimento, somos inundados por sentimentos que nada mais são do que a própria manifestação da vida que há em nosso corpo. Bons ou ruins, os sentimentos nos dão a dimensão do quanto estamos vivos. E, necessariamente, são esses sentimentos que nos movem, que nos fazem tomar atitudes.

Acredito que estar vivo é diferente de se sentir vivo. A segunda opção tem a ver com estar em contato e dar atenção às sensações corporais e aos sentimentos que fluem através do nosso ser. Isso faz com que tenhamos a possibilidade de criar encontros mais felizes e ao mesmo tempo nos proteger de outros tantos nem tão felizes.

Seja como for, essa possibilidade sensível de estar no mundo é diametralmente oposta ao que vemos e vivemos em nosso dia-a dia, onde seres humanos em geral não sentem, não ouvem e não enxergam, anestesiados e ocupados com milhões de regras e fórmulas de “como ter sucesso na vida”, impostas por uma sociedade pasteurizada e por padrões bastante desinteressantes. Enquanto a vida passa pelo lado de fora de seus corações.

Maria Beatriz Whitaker Penteado
biapenteado@uol.com.br