Semana movimentada deve decidir a vida de dois cassáveis

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Publicado segunda-feira, 27 de março de 2006 as 13:01, por: cdb

Presidente do Conselho de Ética da Câmara, o deputado Ricardo Izar (PTB-SP) quer concluir os trabalhos desta semana com no mínimo mais dois processos votados no Plenário do colegiado. Ele se comprometeu com o presidente da Casa, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), a finalizar até abril os processos que correm no Conselho contra os deputados envolvidos no chamado valerioduto. Nesta terça-feira, Izar marcou a apresentação e possível votação do processo contra o deputado Josias Gomes (PT-BA). O relator do caso é o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). A apresentação do parecer está marcada para as 10h. A expectativa é que o relator peça a cassação do mandato do deputado petista por quebra de decoro parlamentar.

Pesa contra Gomes o fato dele ter sacado, pessoalmente, em duas ocasiões R$ 50 mil no Banco Rural de Brasília. Em sua defesa, o deputado diz ter usado os recursos para pagar dívidas de sua campanha de 2002. Caso não haja pedido de vistas e passe a valer o prazo de duas sessões do plenário da Câmara para análise sobre o parecer apresentado pelo relator, o parecer de Thame pode ser votado ainda nesta terça-feira à tarde.

Izar marcou também para a tarde desta terça-feira o depoimento das testemunhas arroladas pelo ex-líder do PP na Câmara deputado José Janene (PR). Desde o começo do ano, todas as testemunhas convidadas a depor no Conselho no caso Janene se recusaram a comparecer. A expectativa é que nesta terça-feira também sejam ouvidos os deputados Agnaldo Muniz (PP-RO), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e José Linhares (PP-CE). A relatora do caso é a deputada Ângela Guadagnin (PT-SP). Janene aguarda uma decisão da Mesa Diretora da Câmara sobre o seu pedido de aposentadoria por invalidez. O deputado está afastado do seu mandato parlamentar desde setembro do ano passado devido a uma doença cardíaca.

Janene aparece como beneficiário de R$ 4,1 milhões que teriam sido sacados pelo seu ex-assessor João Cláudio Genu. Janene disse que o partido passava por problemas financeiros e que, com parte do dinheiro, o PP pagou um advogado que defenderia um integrante da bancada.