Seleção brasileira masculina de vôlei vai de táxi para o treino

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Publicado sexta-feira, 4 de outubro de 2002 as 00:04, por: cdb

Depois de superar uma maratona de nove horas para viajar de Córdoba para Santa Fé, a seleção brasileira masculina de vôlei continuou a sofrer com a desorganização do Campeonato Mundial, que está sendo disputado na Argentina.

Nesta quinta-feira, os brasileiros tiveram que improvisar para conseguir chegar ao local de treinamento no horário determinado.

A saída para o treino marcada para 12:00 e os jogadores ficaram esperando o ônibus que os levaria para o ginásio do Clube Atlético Unión por 45 minutos.

Sem sucesso na espera, a solução encontrada foi pedir seis táxis para transportar toda a delegação.

Descontentes, os brasileiros, enfim, conseguiram chegar a tempo e treinar das 13:00 às 14:30.

Durante a espera, o meio-de-rede Henrique não escondeu a insatisfação.

“Em Córdoba, estava tudo muito bom para ser verdade”, disse o jogador, referindo-se as boas condições recebidas pelo Brasil na primeira cidade em que esteve neste Mundial.

Para o chefe da delegação brasileira, Paulo Márcio da Costa, o feito é inédito em seus 43 anos de voleibol.

“Só tinha visto algo parecido na década de 60, quando o vôlei está começando a surgir. Na atualidade, é inacreditável”, comentou Paulo.

Por sua vez, a organização do torneio informou que o atraso do ônibus deveu-se à mudança de última hora no horário da programação de treinamentos, feita pelo próprio comitê.

O Brasil vai estrear na segunda fase do Mundial na sexta-feira contra a República Checa, a partir das 16:10 (horário de Brasília).

Ricardinho é poupado em treino

O levantador Ricardinho foi poupado no treino da seleção brasileira masculina de vôlei nesta quinta-feira, pois voltou a sentir dores na região lombar.

“Ele vai continuar fazendo fisioterapia e tratamento com acupuntura”,

“O Ricardinho sentiu novamente uma contratura na região lombar e está com dores”, informou o médico da delegação, Álvaro Chamecki. “Ele vai continuar fazendo fisioterapia e também acupuntura”.

O jogador acredita que a longa viagem da véspera pode ter prejudicado sua melhora.

“No jogo contra os Estados Unidos, estava bem; contra o Egito senti um pouco de dor; mas, piorou depois da viagem”, contou Ricardinho. “Por isso, quero me recuperar para poder jogar as partidas”.

Na quarta-feira, a delegação brasileira demorou nove horas para chegar de Córdoba a Santa Fé, separadas por 350 quilômetros, um trajeto que poderia ser completado em cinco horas, de ônibus.