Seis acusados de matar policiais civil e militar são presos

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Publicado terça-feira, 10 de junho de 2003 as 14:54, por: cdb

Seis traficantes da favela de Vigário Geral, na zona norte do Rio, acusados de realizar bondes (comboio de traficantes armados) na Baixada Fluminense e de assassinar um policial civil e um sargento PM, foram presos nesta terça-feira.

Um dos detidos é o chefe da quadrilha, Ademir Antônio Salerme, 33, o Ziquinho, condenado a sete anos de prisão.

Com o grupo, além de peças de carro e telefones celulares, a polícia apreendeu fardas da Marinha roubadas em 7 de abril de quatro militares da Base Naval de São Pedro de Aldeia que passavam pela rodovia Presidente Dutra em um Vectra, na altura de Nova Iguaçu.

Além de Ziquinho, foram presos Flávio Luiz de Oliveira, 22, o Surdo, Carlos João da Silva, 35, o Índio, Simei dos Reis Neto, 39, Edvalter Gonçalves Loyola, 47, o Bigode, e Nilson Manoel de Alexandre. O criminoso Carlos Roberto Nascimento, que está foragido, foi identificado e teve a prisão preventiva decretada.

Investigação

As investigações sobre as ações da quadrilha começaram em 10 de maio, com a prisão do traficante Allan Cosme de Melo Lima, 18, o Fiel. Ele foi preso no Hospital Geral de Bonsucesso, depois de trocar tiros em Cordovil com o comandante do 16º Batalhão (Olaria), coronel Lourenço Pacheco.

O coronel havia sido interceptado por um bonde, atirou contra Fiel e matou um de seus comparsas, identificado como André, também de Vigário Geral.

Na ocasião, Fiel confessou ter participado dos assassinatos do inspetor da 54ª DP (Belford Roxo) Edison Rebouças, e do sargento do 15º Batalhão (Duque de Caxias) Marcos Antônio do Rêgo, em fevereiro do ano passado. Ambos foram encontrados mortos a tiros no porta-malas de seus carros particulares na rodovia Presidente Dutra, após terem sido torturados.

Favelas

Segundo o delegado Jorge Diegues, titular do Serviço de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense, a quadrilha é responsável por 12 roubos de carros. Ainda segundo o delegado, o grupo também ocupava as favelas Ficap, Furquim Mendes e Beira do Rio, todas vizinhas de Vigário Geral.

Conforme a polícia, as favelas eram controladas por membros remanescentes da quadrilha de Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, preso e acusado de assassinar o jornalista Tim Lopes.