Secretário-geral do Planalto avalia que candidato do PSDB precisa crescer nas pesquisas

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Publicado sexta-feira, 14 de dezembro de 2001 as 03:46, por: cdb

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Arthur Virgílio, afirmou que o candidato do PSDB a presidente em 2002 precisa crescer nas pesquisas de intenção de voto. “Eleição não é concurso de títulos, é voto”, afirmou ele, ao comentar o resultado da pesquisa CNT/Sensus. O levantamento mostra o avanço da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), em segundo lugar, com 23,7% das intenções de voto, e a estagnação do ministro da Saúde, José Serra (PSDB), o tucano melhor colocado, com 5,5%, em sexto lugar.

Arthur Virgílio disse que ainda “é cedo” para falar na possibilidade de o candidato tucano ocupar a posição de vice numa chapa encabeçada por Roseana. Mas deu “parabéns” à governadora pelo desempenho na pesquisa e disse que, pessoalmente, não exclui nenhuma possibilidade. Ele reiterou, porém, a intenção do PSDB de ter candidato próprio nas eleições de 2002 e reafirmou que são “grandes” as possibilidades de o partido eleger o sucessor do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Para isso, afirmou, é preciso “ir para a rua”. “O dever nosso agora, de tucanos, é fazer nosso candidato crescer. Ele tem que crescer, porque aí a gente vai poder falar uma linguagem que é muito forte em eleição: a linguagem dos números”, disse, admitindo, no entanto, que o candidato do partido ainda não está definido.

Aparentemente, o preferido de Fernando Henrique, Serra, disputa a indicação com o governador do Ceará, Tasso Jereissati, enquanto corre por fora a opção pelo presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves (PSDB-MG). As declarações de Arthur Virgílio foram dadas no momento em que parece cada vez mais distante a possibilidade de o PSDB manter a aliança com o PFL e o PMDB em 2002, pelo menos no primeiro turno. “Se não der para ir no primeiro turno, a gente vai unir-se no segundo, se houver respeito mútuo”, garantiu ele.