Secretaria quer isolar lideranças negativas dentro de presídios

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Publicado sexta-feira, 7 de janeiro de 2005 as 14:36, por: cdb

O secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, lançou nessa quinta-feira, durante a 11ª edição do ´Café da Manhã da Terça`, na Escola de Gestão Penitenciária, no Centro do Rio, um desafio especial aos diretores dos estabelecimentos prisionais do estado: a identificação das lideranças negativas dentro das unidades, para garantir um eficaz isolamento delas. 

– Este é o desafio que temos de enfrentar agora. É claro que considero ótimo que já estejamos há mais de seis meses sem conflitos nos estabelecimentos prisionais, mas, quero que isto ocorra porque as regras de disciplina que implementamos estão sendo observadas. Sempre que sentirmos a necessidade de mudanças, vamos promovê-las. Queremos a paz pautada na disciplina e não por eventuais acordos – disse.

O encontro de hoje foi instituído no ano passado com o objetivo de aproximar os diversos setores da Secretaria e o de hoje serviu para comemorar os dois anos de criação da Secretaria de Administração. No evento, que contou com a presença de mais de 100 funcionários da Secretaria, entre eles as chefias, direções de unidades prisionais, superintendentes e subsecretários, Astério Pereira apresentou as metas para o ano de 2005 e fez um balanço positivo das ações até agora implementadas por sua administração.

1 – criação da Escola de Gestão Penitenciária e a recuperação do prédio onde ela funciona, além das ações voltadas para o treinamento e capacitação dos agentes penitenciários;

2 – transformação do antigo Serviço de Operações Externas em Serviço de Operações Especiais (Soe) e sua divisão em dois grupamentos (de intervenção e de escolta), com treinamento específico para atuar em cada situação específica;

3 – realização de concurso público para 250 novos servidores, o que não ocorria na área desde 1997;

4 – modernização tecnológica da penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu I), que tornou o estabelecimento o mais seguro do país;

5 – instalação do Cinturão de Segurança que, dotado de uma portaria exclusiva e alojamentos externos para que os funcionários só a ultrapassem portando seus equipamentos de serviço, que vai isolar cinco unidades prisionais do Complexo de Gericinó;

6 – urbanização do Complexo de Gericinó, com melhorias na iluminação e na rede de esgoto e a criação de estacionamentos, além da colocação de grama e calçamentos;

7 – obras de recuperação e reformas de oito estabelecimentos prisionais;

8 – criação de uma ouvidoria e da Coordenadoria de Inteligência do Sistema Penitenciário, o Cispen;

9 – implantação do Sistema de Informações Penitenciárias, o Sipen, entre outras ações, como aquisições de viaturas e equipamentos de uma forma geral, além da concessão de seguro de vida para os agentes penitenciários, tíquetes-alimentação e cestas de Natal.

O secretárioe lembrou que, entre os projetos estratégicos da Secretaria para 2005, estão a conclusão do processo de desativação do Complexo da Frei Caneca, assim como a criação do Centro de Observação e Reintegração Social em Benfica, iniciados no ano passado; a construção do Centro de Tratamento de Dependentes Químicos, em Niterói; a instalação de bloqueadores de celular em mais duas unidades prisionais e a transformação da penitenciária Esmeraldino Bandeira num presídio industrial.

Todo o trabalho, segundo o secretário, deve ter como objetivo mais que a garantia do cumprimento da pena por parte do preso. 

– É preciso que tenhamos em mente que o preso fatalmente voltará a conviver na sociedade. Devemos trabalhar para garantir que, ao término de suas penas, eles voltem pessoas melhores. A ressocialização do preso é resultado da união de três vértices: a disciplina, o trabalho e a educação. Já investimos bastante no primeiro, vamos continuar nosso trabalho para melhorar ainda mais os outros dois – pediu.