Secretaria inicia combate à hanseníase no Rio

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Publicado quinta-feira, 27 de janeiro de 2005 as 09:39, por: cdb

Uma programação de eventos, denominada De Olho na Hanseníase, cujo objetivo é mobilizar os municípios fluminenses para a extinção da doença teve início nesta quinta-feira no Rio. O evento da Secretaria de Saude é alusivo ao Dia Mundial de Controle da Hanseníase, sempre comemorado no último domingo de janeiro.

Serão quatro dias de programação, organizada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e as ONGs Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social (Ibiss).

O evento foi aberto pelo secretário Gilson Cantarino, com uma reunião de prefeitos, secretários municipais de Saúde e coordenadores de programas municipais de hanseníase, no auditório da secretaria que fica na Rua México 128, 10º andar.

Na sexta-feira, na Fiocruz, há exibição de vídeos, debates e distribuição de materiais educativos para o público em geral e palestra de atualização para profissionais de saúde. A programação recomeça na segunda-feira com diversas atividades no Hospital do Fundão e termina na terça-feira na Central do Brasil, com teatro de fantoches, música e panfletagem, promovidos pelo Morhan.

Atualmente, os 92 municípios diagnosticam e tratam a hanseníase, por poliquimioterapia, em 625 das 1.525 unidades básicas de saúde, o que corresponde a 41% dos ambulatórios do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado do Rio.

Os casos mais complexos são tratados no Rio em três centros de referência: Instituto Estadual de Dermatologia Sanitária, em Jacarepaguá, Zona Oeste, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão, e Ambulatório Souza Araújo, da Fiocruz, em Manguinhos, os dois últimos na Zona Norte.

Em 2003, foram registrados 3.177 novos casos da doença no Estado do Rio, dos quais 215 foram em menores de 15 anos. Em 50% dos casos a doença foi provocada por mais de um tipo de bacilo e, em 6,25%, foi constatada incapacidade física grave no momento do diagnóstico. A meta da Secretaria de Saúde é a extinção da doença até 2010.