Secretaria inaugura posto para incentivar pesca no Pontal do Paranapanema

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Publicado quinta-feira, 15 de março de 2007 as 10:57, por: cdb

Será inaugurado nesta quinta-feira, em Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema, em São Paulo, um posto avançado da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap). O objetivo é desenvolver a aqüicultura (cultivo de organismos aquáticos, como peixes) na região, conhecida pelo grande número de assentamentos da reforma agrária.

– Nós assinamos um termo de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária [Incra], onde estamos montando esse posto, atendendo a uma solicitação do movimento social – explica Leinad Ayer de Oliveira, chefe do escritório da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca no Estado de São Paulo. – Vamos ter dois técnicos em aqüicultura para fomentar o desenvolvimento nos assentamentos – informou.

A secretaria já fez um cadastramento dos pescadores artesanais da região e pretende, agora, montar um plano de desenvolvimento da pesca no Pontal. – Aqui é uma região de muitos pescadores artesanais porque tem o Rio Paraná e o Rio Paranapanema e muitos reservatórios das hidrelétricas que foram construídas no passado recente. São pescadores que estão em condição de muita pobreza porque não houve, ao longo desse período, políticas de apoio a eles – conta a chefe do escritório.

Para Valmir Chaves, coordenador estadual do setor de produção, cooperação e meio ambiente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), este programa significa uma alternativa de renda para as mais de 6 mil famílias assentadas no Pontal. – Aqui tem várias oportunidades de criar peixe. A gente quer avançar nessa área -.

A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, em convênio com a Associação de Cooperativas dos Assentados do Pontal (Acap), já implantou uma unidade demonstrativa de cultivo de peixes em tanques-rede com o aproveitamento das águas das barragens. O equipamento serve para o treinamento dos assentados e já está produzindo pescados, principalmente tilápias, consumidas pelas comunidades.

– Nós já temos as unidades demonstrativas com os camponeses, com os assentados. Nós já estamos aprendendo a criar o peixe escavado e em tanque-rede – contou Valmir Chaves.

De acordo com ele, os peixes produzidos no Pontal serão mais tarde vendidos para “os grandes mercados regionais” como Maringá e Londrina, no Paraná, Presidente Prudente e São Paulo, em São Paulo, e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.