Saúde mental e atenção básica são temas da Jornada Psiquiatrica no Ceará

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Publicado sexta-feira, 6 de junho de 2003 as 03:00, por: cdb

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 30% da demanda da atenção básica em saúde envolve problemas de saúde mental.

A OMS afirma ainda que que 25% da população apresenta, em algum momento da vida, algum tipo de transtorno neuropsiquiátrico.
Essas estimativas reforçam a tendência de redução do número de leitos dos hospitais psiquiátricos e o paralelo crescimento do atendimento em Centros de Apoio Psicossociais (Caps) e hospitais-dia.

Esse tema, que abrange a relação entre saúde mental e atenção primária, é o principal assunto da VII Jornada Nordestina de Psiquiatria e da XXVI Jornada Cearense de Psiquiatria, promovidas pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pela Sociedade Cearense de Psiquiatria até amanhã, no Imperial Othon Palace Hotel.

Segundo a psiquiatra Maria Gabriela Curubeto Godoy, é importante sensibilizar os profissionais de saúde, mesmo os generalistas, para o atendimento de casos de saúde mental. “Na própria formação a loucura é excluída”, diz.

O objetivo do curso foi sensibilizar os profissionais para a necessidade de formação continuada na área da saúde mental e que várias doenças podem ser tratadas por médicos generalistas. Entre estas doenças, segundo o que diz Gabriela Godoy, estão as somáticas, a dependência ao diazepan, a ansiedade e a depressão.

A inclusão deste tipo de atendimento no Programa de Saúde da Família (PSF) é uma outra questão que merece muita atenção. Gabriela acredita que para isso, poderia ser estudada a inclusão nas equipes do PSF de outros profissionais, como psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais.

O redirecionamento do financiamento também é outro assunto que deve ser levado em conta, já que maior parte dos recursos ainda vão para os hospitais.