Sarkozy anuncia que vai acelerar expulsão de “extremistas”

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Publicado terça-feira, 27 de março de 2012 as 09:34, por: cdb

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta terça-feira uma aceleração das expulsões de “extremistas” presentes na França e garantiu que todas as pessoas autoras de “declarações infamantes” contra a França não serão autorizadas a entrar no território nacional. É mais um passo do presidente-candidato rumo a uma postura que beira a xeonofobia.

“Vamos acelerar os procedimentos de expulsão por motivo de ordem pública. Os extremistas aproveitam nosso formalismo administrativo, nosso dever é ser mais eficazes”, declarou Sarkozy ao homenagear no Palácio do Eliseu as forças de segurança e repressão, incluindo os policiais da força de elite Raid, e de emergência envolvidos no fim do caso do atirador Mohamed Merah.

“É por este motivo que atuei diretamente para que os pregadores que tomam nosso sistema de valores como alvo permanente fiquem em casa, não os queremos em nosso território da República francesa”, recordou, em referência ao clérigo Yusef al-Qaradaui, que teve a entrada proibida na França para participar em uma reunião.

As declarações se somam a outros discursos e ações de Sarkozy, que tem buscado pretextos para endurecer a sua política repressiva contra os imigrantes. 

Em 2010, ele provocou a indignação internacional ao vincular a imigração à delinquência e ter se comprometido a expulsar ciganos e destruir acampamentos ilegais. Ao longo do governo, dificultou como nunca o acesso dos estrangeiros ao solo francês, restringindo a própria vinda de estudantes de outras nacionalidades. E, agora em campanha, ele já anunciou que pretende reduzir à metade a entrada de imigrantes.

“Eu afirmo aqui com a maior firmeza, todos aqueles que proferem declarações infamantes contra a França ou contra os valores da República não serão autorizados a entrar em nosso país. A França não tem vocação para acolher aqueles que infringem seus valores”, insistiu Sarkozy, usando de mais um pretexto para suas política xenófoba.

O chefe de Estado também anunciou ter pedido à Direção Central de Inteligência Interna (DCRI) “a verificação de forma exaustiva da situação em nosso território de qualquer pessoa que pode representar um risco potencial para a segurança nacional”.

Fonte: AFP

 

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