São Silvestre levou corredores para a Avenida Paulista horas antes da largada

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Publicado sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 as 15:35, por: cdb

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31/12/2010São Silvestre levou corredores para a Avenida Paulista horas antes da largada

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Horas antes da largada da Corrida de São Silvestre, vários corredores já estavam posicionados na Avenida Paulista para participar da tradicional prova de fim de ano da capital paulistana, cuja largada foi dada às 16h30. Participam da corrida cerca de 21 mil pessoas e os favoritos são os quenianos, tanto no feminino quanto no masculino.

Os vencedores da São Silvestre sempre são integrantes do pelotão de elite, mas isso não tira o ânimo dos que ficam mais atrás, na ala dos atletas amadores. Um exemplo é o pernambucano Orestes Batista da Rocha, de 57 anos, que participa da prova há cinco anos e que conta, bastante orgulhoso, ter sempre conseguido completar o percurso. Fantasiado com um guarda-chuva de frevo na cabeça e vestindo a bandeira de seu estado, Rocha diz que vai animar a corrida. “É frevo no pé”.

Outra que veio de longe para correr a São Silvestre pela primeira vez é a cearense Antonia de Maria Souza do Nascimento, de 53 anos, que chegou pelo menos quatro horas antes da largada da corrida para se posicionar bem na frente da fila dos atletas amadores. “É meu sonho [participar da prova]. Foi o presente de Natal que me deram”, disse sorridente a corredora. Ela disse ter como desafio completar os 15 quilômetros da prova em 51 minutos. Este ano, em Fortaleza, Antonia participou de uma corrida de 21 quilômetros e levou 1h51 minutos para completar o percurso.

Entre os corredores profissionais, quem também se posicionou cedo na fila aguardando a largada dos cadeirantes, que ocorreu às 14h30, foi Fernando Aranha, 32 anos, para-atleta olímpico e que já venceu a São Silvestre quatro vezes na modalidade. “Minha expectativa é muito boa. É completar a prova bem, tranquilo”.

Aranha elogiou a estrutura da prova, que, para ele, leva em conta as necessidades dos deficientes. Para ele, correr a São Silvestre é um prazer. “O bom de correr a São Silvestre é o público, quando as massas te aplaudem”.

Edição: Lana Cristina