São Paulo e Rio registram mais atrasos nos aeroportos

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Publicado terça-feira, 14 de novembro de 2006 as 12:31, por: cdb

No quarto dia da nova crise aérea, passageiros que passaram pelos aeroportos internacionais Tom Jobim, no Rio, e de Cumbica, em Guarulhos, enfrentaram mais atrasos, na manhã desta terça-feira.

No aeroporto Tom Jobim 21 pousos atrasaram e mais cinco foram cancelados nesta manhã. Um vôo da Varig saído de Bogotá, Colômbia, que estava marcado para chegar às 6h07, até às 10h não havia pousado. 

Decolagens dos vôos da BRA e da TAM com destino a Brasília, também foram atrasadas ou canceladas.

Em Guarulhos, o maior atraso foi de um vôo das Aerolineas Argentinas com destino a Buenos Aires, Argentina, que deveria ter saído às 8h35 e só tinha previsão para decolar às 11h30. Não havia cancelamentos.

Milton Zuanazzi, presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), afirmou na última segunda-feira que ainda faltam controladores de tráfego aéreo em Brasília e que os atrasos nos aeroportos devem continuar enquanto esse número não for suficiente.

O setor de Comunicação da Aeronáutica negou o desfalque e informou que todos os consoles operavam normalmente, apesar dos atrasos. A Aeronáutica negou também que os problemas tenham sido causados por nova operação-padrão realizada pelos controladores de tráfego aéreo.

Representantes dos operadores afirmam que as medidas tomadas até agora são precárias. A situação tanto nesta terça-feira, véspera do feriado da Proclamação da República, quanto na próxima segunda-feira, Dia Nacional da Consciência Negra, é incerta. Agências de viagens e hotéis temem desistências.

Depois da reunião que durou três horas e meia com representantes da Infraero, da Aeronáutica, do Ministério da Defesa e Anac com a ministra Dilma Rousseff, a Casa Civil publicou nota prometendo que as “medidas necessárias” serão tomadas para acabar com os atrasos dos vôos.
A nota não explica quais medidas serão tomadas e nem quando.

Os controladores de vôo continuam sem sinalização clara sobre a promessa de atendimento de suas reivindicações, como contratação de mais profissionais, regulamentação da carreira, criação de gratificação e desmilitarização do setor.

Apesar dos atrasos, o ministro da Defesa, Waldir Pires, disse considerar normal a situação.

– Não houve nada. Quantas vezes temos atrasos de duas, três horas?, afirmou na última segunda-feira.

As empresas aéreas estimam prejuízos que superam R$ 40 milhões nos dez piores dias de crise.