Santos vence pela Libertadores

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Publicado quarta-feira, 4 de junho de 2003 as 23:51, por: cdb

O Santos errou e sofreu muito, mas com um gol de Nenê conseguiu vencer o Independiente Medellín no primeiro jogo da semifinal da Libertadores na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro. Agora, os brasileiros estão a um empate da final. A segunda partida será no dia 18, na Colômbia.

O Peixe levou sufoco ao longo de todo o primeiro tempo. O principal motivo foi o erro mais combatido por Emerson Leão na equipe: o fato de o Santos jogar para fora as oportunidades de gols criadas.

E foram várias. Chances que poderiam ter colocado o Alvinegro na final da competição já nestes primeiros 45 dos 180 minutos de disputa com os colombianos.

Sem medo, os “Meninos da Vila” partiram para cima do Medellín e criaram a primeira oportunidade logo aos 3min. Léo lançou Robinho na área e o atacante chutou cruzado para fora. Erro que seria repetido até o árbitro apitar o fim da primeira etapa.

Um minuto depois, o camisa 7 pegou rebote de um arremate de Elano e, agora, mandou nas mãos do goleiro Gonzalez. Aos 9min, livre dentro da área, o volante Renato mandou a bola para fora.

O Medellín começava a gostar do jogo e a perder o medo de atuar dentro da Vila Belmiro lotada. Aos 13min, só não abriu o marcador por uma questão de detalhe: Moreno lançou Molina na esquerda e recebeu a bola de volta para, livre, na área, chutar e ver as pernas de Fábio Costa desviar sua trajetória.

Sete minutos mais tarde, Léo, o melhor em campo, puxou contra-ataque rápido, tabelou com Diego e na hora de finalizar deixou que Gonzalez chegasse antes. O Peixe não se cansava de perder gols, a torcida se irritava e o adversário ganhava terreno.

Aos 25min, os brasileiros se perderam na marcação, o Medellín virou o jogo da direita para a esquerda e o lateral Cortez, por pouco, também não marcou. A partir daí, as chances de gol desperdiçadas pelo Santos tornaram-se absurdas.

Aos 28min, Wellington lançou Fabiano na área para o meia improvisado como atacante cruzar rasteiro na segunda trave. Robinho chegou atrasado e quando tocou na bola mandou-a para fora novamente.

Aos 40min, Fabiano de novo cria mais uma chance, agora pela esquerda. Ele cruzou e a bola encontrou Elano que, embaixo da trave, e livre, não conseguiu marcar.

Na etapa complementar, o Medellín voltou ao campo com um ímpeto muito grande. Soube envolver o Santos facilmente no toque de bola, enquanto os brasileiros erravam muitos passes e se perdiam na marcação.

O craque Molina, aos 2min, mandou uma bomba para Fábio Costa se esticar todo e espalmar para escanteio. O Peixe sofria, e a torcida se calava. O Medellín atacava, e dava indícios de que seu gol estava perto.

Perdido em campo e com os setores de defesa, meio campo e ataque fora de sintonia, a primeira oportunidade apareceu só aos 18min com Diego batendo falta fraca para Gonzalez defender fácil.

Leão não entedia nada e resolver mexer. Tirou Wellington e colocou Nenê em campo. O atacante entrou com vontade e deu uma maior movimentação ao time. De tanto insistir, foi premiado aos 21min.

Léo o deixou dentro da área pela esquerda, o jogador avançou e bateu cruzado: 1 x 0 e a torcida renasceu, voltou a apoiar o time. Nenê estava mesmo iluminado. Só ele levava perigo ao Medellín. Aos 33min, bateu falta inesperada no travessão.

Três minutos depois, Alex, também de falta, teve a chance de ampliar o placar. Ele bateu forte como fez contra o São Paulo no domingo, mas desta vez ninguém apareceu no rebote. O Peixe tinha recuperado seu futebol, mas não teve tempo para fazer o segundo gol.

SANTOS 1 x 0 INDEPENDIENTE MEDELLÍN

Santos
Fábio Costa; Wellington (Nenê), Pereira, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e Fabiano
Técnico: Emerson Leão

Independiente Medellín
Gonzalles; Calle, Baloy e Perea; Vasquez, Restrepo, Jaramillo, Montoya (Alvarez), Molina (Serna) e Cortes; Moreno
Técnico: Victor Luna

Data: 4/6/2003 (Quarta-feira)
Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos
Árbitro: Carlos Amarilla (Paragua