Santos Padroeiros

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Publicado quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 as 14:51, por: cdb

Omês de janeiro traz marcas evidentes de nossa tradição cultural e religiosa. Odia 20, por exemplo, é a festa de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro. Eno dia 25, afesta de São Paulo coincide com o aniversário da fundação da cidade, em 1554.

Eassim daria para lembrar diversos ouros nomes de Estados e Cidades, que levam onome de santos. São Salvador da Bahia é o nome da primeira capital do país. E abaía que banha a cidade e os seus entornos é nada mais do que a Baía de Todosos Santos!

Sea cidade tem nome, o seu padroeiro serve de sobretudo. Ou vice versa, tantofaz.

Assim,por exemplo, se chamava a “província” situada no extremo sul do país, a

“Provínciade São Pedro do Rio Grande”. Depois São Pedro ficou esquecido, ou relegado apadroeiro da Catedral da cidade de Rio Grande, onde fica o porto, bem maior queo “Porto Alegre dos Casais”, que também deixou os “casais” pelo caminho, paraficar com a alegria do porto!

SantaCatarina era o nome da Ilha. Depois emprestou seu nome a todo o Estado!

OMaranhão, desde o começo, foi batizado como “São Luiz do Maranhão”, colonizadopelos franceses, que quiseram honrar o rei que tinha sido santo, no mesmo tronode tantos outros que com certeza não o foram!

OEstado do Espírito Santo já foi mais atrevido, invocou o nome de uma das trêspessoas da Santíssima Trindade.

Aoredor de São Paulo se ensaiou uma espécie de ladainha de todos os santos, com ofamoso ABC – Santo André, São Bernardo e São Caetano, que prolongam amegalópole, acrescentando alguns milhões de habitantes, aos muitos que acapital já tem.

Emtodo o caso, a invocação dos padroeiros evidencia a intuição da fé cristã, quenos alerta, com discrição e insistência, que esta vida tem outro lado, temoutra dimensão, tem outro significado, que simbolicamente é expresso pelo nomedo Santo que acompanha o toponímio.

Sema invocação de um santo o nome parece incompleto.

Éo caso pitoresco que aconteceu com uma cidade da Diocese de Jales. O fundadorlhe deu o nome de sua filha, Albertina, para que assim se chamasse a cidade queele fundou. Mas, o povo achou pouco. Acrescentou o adjetivo “santa”. De modoque, oficialmente, a cidade passou a ser chamar de “Santa Albertina”. Aconteceque não existe no calendário cristã esta santa! Mas assim mesmo o povo fezquestão que a cidade se chamasse de “Santa Albertina”!

Ainda bem que agora a Igreja estáprovidenciando uma Santa Albertina de verdade, com a beatificação daadolescente que morreu em defesa de sua dignidade, a Albertina Berkenbrock,cuja canonização se espera para breve. Assim Santa Albertina terá uma santa deverdade para invocar como sua padroeira.

Moral da história: quer levemos o nome dealgum padroeiro, ou não, a melhor proposta é seguir os santos, e garantir umlugar junto deles no céu, pois a geografia aqui na terra não está muitogarantida, não!