Santos, de virada, vence o Guarani

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Publicado sábado, 7 de junho de 2003 as 19:48, por: cdb

O Santos é novo líder do Campeonato Brasileiro depois de vencer, de virada, o Guarani por 2 a 1, neste sábado, em Campinas. O time alcançou os 24 pontos, mesmo número do Cruzeiro.

Agora o time torce por uma derrota do Inter (22 pontos) contra o Criciúma, neste domingo, para fechar a 12ª rodada no primeiro lugar. O Cruzeiro, decidindo a Copa do Brasil com o Flamengo, não joga pelo Brasileiro. E o Guarani perdeu a primeira partida em casa.

A festejada liderança veio embalada com o 1000º gol do time na história do Campeonato Brasileiro.

– É muito bom entrar para a história do clube. Vou receber a plaquinha pelo gol, é de lei – disse o garoto Douglas, autor do milésimo.

O Santos não começou bem a partida. Diego, muito bem marcado pelo volante Emerson, não jogou nada no primeiro tempo. Saiu calado para o intervalo.

Robinho também quase não pegou na bola. Mas saiu reclamando das condições do campo. O jogador acha que a grama atrapalhou o Santos.

– O gramado está prejudicando o nosso time, que toca muito a bola. Está muito irregular. O jeito é chutar de longe. Vamos ver o que dá para fazer no segundo tempo – disse Robinho.

Não foi apenas “a grama” que não deixou o time santista jogar. A marcação do Guarani, elaborada pelo técnico Pepe, funcionou sem nenhum reparo. Emerson controlou Diego; Nenê e Robinho ficaram perdidos entre os três zagueiros Paulão, Bruno e Juninho.

Elano e Renato também não tiveram espaço para manobrar o ataque. E Léo, mais preocupado com as jogadas de efeito do que pensar pelo time, foi bem marcado por Simão. O Santos não andou.

Cauteloso como sempre, Pepe jogou para marcar e buscar o gol nos contra-ataques. Leão copiou Pepe com três zagueiros e cinco no meio-de-campo. Mudança de esquema que não deu certo e desfigurou o time acostumado ao 4-4-2.

Quando Leão percebeu que a tática não funcionava, o Guarani já vencia por 1 a 0. O gol foi de Wagner que, aproveitou um contra-ataque, e tocou por cobertura sem chance para Fábio Costa, aos 31.

Para não perder o costume, Leão passou a criticar a arbitragem na tentativa de esconder os erros do seu time. Infernizou o quarto árbitro. Criticou o bandeirinha e gesticulou muito contra o juiz Wellington Abade. Fez o seu show no final do primeiro tempo para contabilizar o lucro no segundo.

Na volta do intervalo, o técnico santista desmanchou o esquema e voltou ao tradicional 4-4-2, com Reginaldo Araújo na lateral – Preto saiu -; e Douglas na vaga de Robinho. Leão também foi até Abade fazer algumas reivindicações.

As manobras do treinador funcionaram. O Santos voltou com outra atitude. E Abade, pressionado. Com 7 minutos, expulsou o volante Emerson, do Guarani. Pepe foi obrigado a trocar o atacante Rodrigão pelo volante Leandro Guerreiro. O time de Campinas recuou com medo do empate.

O momento era do goleiro Jean. Dos 10 aos 25 minutos, fez três defesas quase impossíveis. Aos 29, a casa caiu. Douglas, de cabeça, empatou – foi o 1000º gol do Santos na história do Campeonato Brasileiro.

Três minutos depois, Elano confirmava a virada em um lance de sorte, o 1001º, gol que rendeu ao jogador R$ 10 mil de cortesia da Bombril, patrocinadora do clube. Depois da virada, gastou o tempo.

A liderança do Brasileiro, ao lado do Cruzeiro, estava garantida.