Salário de homens e mulheres estão mais equiparados

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Publicado sexta-feira, 7 de março de 2003 as 16:21, por: cdb

A diferença entre os rendimentos recebidos pelos homens e mulheres caiu nos últimos anos, mas a causa não é a evolução dos salários femininos e sim a queda dos rendimentos dos homens. Segundo o estudo “A situação das mulheres em mercados de trabalho metropolitanos”, divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), em São Paulo, por exemplo, as mulheres recebiam em 2001, em média, 64,1% dos rendimentos masculinos e hoje ganham, em média, 65,5%.

O estudo comprova que a inserção das mulheres no mercado de trabalho cresce a cada ano no Brasil mas, apesar de terem nível médio de escolaridade maior do que o dos homens, enfrentam mais dificuldades para encontrar emprego, sofrem com taxas de desemprego maiores, ocupam menos cargos de chefia, além de receberem salários mais baixos.

Segundo a economista da entidade, Patricia Costa, mais mulheres trabalham hoje (ou procuram emprego) por motivos de realização profissional, complementação de renda familiar ou porque cada vez mais assumem o posto de chefe de família. “Hoje não existe mais o conflito entre ficar em casa cuidando dos filhos, da família ou construir uma carreira”, disse.

Em 2001, estavam no mercado de trabalho 34,852 milhões de mulheres em todo o País, 12 milhões a mais do que os 22,868 milhões de 1990, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE). Ou seja, a parcela feminina da População Economicamente Ativa (PEA) passou de 35,5% em 90 para 41,9% em 2001.