Rumores de calote na dívida argentina pressionam dólar e derrubam bolsas no país

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 3 de outubro de 2001 as 18:19, por: cdb

O dólar comercial subiu 0,55% na sua terceira alta consecutiva, ao fechar cotado a R$ 2,721 na compra e R$ 2,723 na venda. A alta aconteceu mesmo com os dois leilões de títulos cambiais promovidos pelo Banco Central, nos quais vendeu R$ 1,18 bilhão em papéis. Segundo operadores, a preocupação com a crise argentina foi o principal fator de tensão, que trouxe de volta rumores sobre a permanência do ministro Domingo Cavallo como ministro da Economia.

A pressão sobre o dólar foi causada pela manutenção da procura por “hedge” (proteção) e da saída de recursos para pagamento de vencimentos no exterior. No primeiro leilão, o BC vendeu R$ 800 milhões em títulos do Tesouro Nacinoal com vencimento em maio de 2003. No segundo, a oferta foi de R$ 500 milhões, dos quais foram vendidos R$ 386 milhões. Com o resultado de hoje, o dólar acumula alta de 1,99% em outubro.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) finalizou o pregão desta quarta-feira (3/10) em baixa de 1,13%, aos 10.233 pontos. Em um dia com recuperação moderada do volume de negócios, o mercado repercutiu a piora do cenário argentino e a nova escalada do dólar, que atingiu os R$ 2,72.