Rio passa a ser prioridade para governo federal

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado segunda-feira, 17 de janeiro de 2005 as 11:03, por: cdb

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu transformar o Rio de Janeiro numa prioridade federal. A idéia, segundo integrantes do governo, é ter uma espécie de “pacote de socorro” para o Estado do Rio e sua capital. O alerta foi dado pelo presidente Lula ainda na reunião ministerial de fim de ano. Ele pediu aos ministros, na ocasião, uma atenção especial ao Rio, especialmente em duas questões consideradas essenciais: segurança e favelas.

O governo já está fazendo um levantamento de todas as ações previstas no Orçamento da União e os repasses destinados ao Rio de Janeiro em 2005. Além de atender ao pedido presidencial, o levantamento servirá para o governo rebater eventuais críticas tanto da governadora Rosinha Garotinho (PMDB) como do prefeito da capital, Cesar Maia, que já começou, como pré-candidato do PFL à Presidência da República, a criticar Lula. O levantamento está sendo coordenado pela Casa Civil.

O ministro José Dirceu tem mantido conversas com colegas como o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Caberá a Bastos articular com as autoridades do estado ações de repressão à criminalidade.

Para o problema urbano, a ajuda federal dependerá de recursos. Na área de infra-estrutura, por exemplo, o Orçamento Geral da União para 2005 prevê R$ 226 milhões para o Rio de Janeiro. Há ainda recursos já levantados nos ministérios das Cidades e da Saúde.

A região metropolitana do Rio de Janeiro é uma das áreas urbanas consideradas mais críticas pelo governo. Além da questão dos transportes, o governo quer reforçar as ações de saneamento básico. A pedido do próprio presidente, que se reuniu há duas semanas com o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), o Ministério das Cidades está elaborando um projeto de saneamento para a Baixada Fluminense.

Durante a campanha das eleições municipais de 2004, o ex-governador Anthony Garotinho disse que o presidente discriminava o Estado do Rio e comprou briga, em nome da governadora Rosinha Matheus, com o então candidato Lindberg, ameaçando-o com o corte das parcerias com o governo estadual.