Rio apresenta estudo inédito em colaboração com a CPI das Armas

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Publicado sábado, 13 de maio de 2006 as 12:06, por: cdb

Secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Precioso Júnior disponibilizou, a partir deste sábado, para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas, realizada em âmbito federal, informações sobre a origem do armamento em uso no Estado do Rio, e o relatório da força tarefa criada por seu antecessor, Marcelo Itagiba, para a realização de uma auditoria extraordinária na Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (DFAE). Os dados passarão a constar do relatório final da Comissão.

A pesquisa divulgada pela secretaria é inédita no país, realizada pelo Grupo Executivo do Programa Delegacia Legal, que revela a origem de cerca de 90 mil armas apreendidas pelas polícias Civil e Militar do Rio entre 1999 e 2005. Segundo o estudo, das 86.849 armas pesquisadas, 33% (28.930) eram de origem legal, ou seja, possuíam cadastro na Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (DFAE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro ou no Sistema Nacional de Armas (Sinarm). Dentre elas, 39% (33.869) eram do estoque informal – armas não registradas, mas que pertenceram a cidadãos ordeiros e foram apreendidas por uso em algum crime – e 28% (24.050) eram fruto de contrabando.

No outro documento entregue à CPI, a força-tarefa criada em 20 de julho do ano passado pelo então secretário de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, consta o levantamento realizado pela auditoria extraordinária na DFAE, um dia após a prisão, pela própria polícia do Rio, do chefe do depósito de munições da Divisão, inspetor Hélio Scielzo Brunet, por envolvimento no crime de desvio de material. A inspeção inicial constatou a liberação irregular de cerca de 10 mil munições.