Ricos fazem declaração por Iraque soberano

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Publicado terça-feira, 3 de junho de 2003 as 09:08, por: cdb

Os líderes do G-8 (grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia) divulgaram nesta terça-feira uma declaração final depois de três dias de conversas em Evian, na França, por um “Iraque totalmente soberano, estável e democrático”.

No documento, os governantes dos países do G-8 – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia – dizem ainda que “partilham da convicção de que a hora de se construir a paz e reconstruir o Iraque já chegou”.

Analistas dizem que a declaração é uma tentativa de aparar as afiadas arestas que surgiram nas semanas que antecederam a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos, que tinha forte oposição da França, da Rússia e da Alemanha.

O comunicado do G-8 também promete determinação no apoio às últimas iniciativas americanas de promover a paz no Oriente Médio e afirma que os delegados discutiram se um acordo que inclua a Síria e o Líbano é desejável ou não.

O documento expressa ainda preocupações sobre os registros de violência crescente das autoridades do Zimbábue contra manifestantes da oposição e faz um apelo ao governo de Robert Mugabe pelo respeito a manifestações pacíficas.

Duas das principais figuras do encontro, o presidente americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, deixaram o encontro de Evian antes do fim por causa de outros compromissos, mas os outros líderes ainda fizeram uma rodada final de negociações antes de divulgar a declaração.

O encontro – que se concentrou em discussões sobre o combate ao terrorismo e a proliferação de armas de destruição em massa -foi a primeira oportunidade de muitos dos líderes se encontrarem cara a cara desde que a polêmica sobre a guerra no Iraque.

O presidente francês, Jacques Chirac, se encontrou com Bush e afirmou que o clima da reunião foi “amigável”.

No entanto, a violência marcou os protestos em cidades suíças próximas a Evian, com milhares de manifestantes enfrentando o batalhão de choque da polícia por três noites consecutivas em Genebra.

Durante o fim de semana, manifestantes mascarados saquearam e destruíram lojas em Genebra, e a polícia chegou a usar gás lacrimogêneo e canhões d’água para dispersar a massa.

Na segunda-feira, a polícia usou até balas de borracha para liberar as ruas que haviam sido tomadas pelos manifestantes, que se recusavam a ser revistados.