Restaurante Popular oferece boa refeição e palestra sobre a trajetória da Mulher

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Publicado sexta-feira, 23 de março de 2012 as 09:30, por: cdb

Tweet   Quem almoçou no Restaurante Popular nesta quinta-feira, 22, pode comer uma comida balanceada e participar de uma palestra sobre a trajetória da mulher.  Francisca Serrão, membro do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Mulheres falou sobre a luta das mulheres para serem reconhecidas como cidadãs e terem seus direitos adquiridos.

    “As mulheres tinham um papel de dona de casa e depois da revolução industrial, elas começaram a assumir funções que só os homens faziam. Anos se passaram e elas tiveram que lutar pelos seus direitos, um deles é o de votar e ser votada, outro seria o de trabalhar fora. Tudo foi conquistado com muita luta”, disse.

    Manuel Pereira, 57, gostou da ideia. ”Sempre quando venho aqui tem algum músico ou palestrante. É bom porque a gente se alimenta e aprende algo”, conta.

    Laís Lima, 12, fala: “Almoço aqui praticamente todos os dias com minha família. e com este tipo de atividade a gente aprende mais, neste caso sobre a desigualdade existente entre homens e mulheres, e, como estudante trabalhar para que no futuro, nós mulheres tenhamos mais vez e voz”.

    João Vieira, 69, acredita que com a palestra muitos homens vão passar a prestar mais atenção nos diretos que as mulheres têm. “É bom que todos saibam o que a lei Maria da Penha diz, muitos homens agem de forma violenta com suas mulheres e isso não se faz”, comenta.

Mudança de cenário

    Francisca Serrão disse, ainda, que ter uma mulher como presidente da república causou uma mudança na mentalidade do povo brasileiro. “Dilma é hoje, uma grande referência, as mulheres buscam funções das quais antes era apenas de homens. Queremos salários e funções iguais, que mulheres negras tenham oportunidades e que as instituições discutam a questão de gênero.        Existe uma desigualdade muito grande, as mulheres têm uma jornada tripla de trabalho, de donas de casa e filhos e isso muita das vezes não é visto pelo companheiro”, comenta.

Por: Rebeca Barca
Fotos: Medeiros
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