Restabelecer a ordem democrática é a única solução, diz Lugo

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Publicado segunda-feira, 25 de junho de 2012 as 09:22, por: cdb

O ex-presidente paraguaio, Fernando Lugo, disse nesta segunda (25) que a restauração da ordem democrática é a única solução para a crise no país. Ele afirmou que deseja converter-se em um fiscal observador dos ministros do novo governo, para monitorar “tudo o que vão fazer”, porque “nos preocupamos com o processo democrático” após a “ruptura institucional” ocorrida na sexta-feira passada.

Lugo liderou uma reunião com seu gabinete antigo e enfatizou que no país houve uma quebra institucional do processo democrático, algo que é reconhecido não só pelo povo paraguaio, mas pela grande maioria da comunidade internacional.

Ele apontou que a reunião celebrada nesta segunda foi de avaliação e organização de como responder nas próximas horas e dias aos acontecimentos no país, e o resultado foi a formação de um pequeno escritório político com todas as forças que querem resistir ao golpe de Estado.

Segundo ele, outras instâncias organizativas da luta estão surgindo ou se mobilizando, como a Frente Guasú e a Frente Nacional de Defesa da Democracia. O ex-presidente acrescentou que tais grupos são integrados por camponeses e movimentos sociais e que há uma equipe responsável pela comunicação internacional com meios de difusão, governos e movimentos. A ideia é explicar o ocorrido no Paraguai e o que deve se passdar daqui para a frente.

Lugo lembrou que a Constituição inclui em suas disposições o direito à resistência pacífica, “ante esse grande descontentamento nacional e internacional que não é possível ocultar”. E convocou a população a condenar de maneira pacífica o golpe.

Ele ressaltou que a solução para atual situação passa pela reintegração ao poder das autoridades destituidas pelo golpe e disse que elas entrarão com recurso às instâncias judiciais nacionais e internacionais com o objetivo de cobrar isso.

Em relação às queixas sobre o silêncio da mídia, Lugo disse que “nós nunca censuramos qualquer meio público ou privado. Temos tido críticas na mídia, ali têm passado pessoas ligadas ao governo e aqueles que o criticam, nisso se baseia a liberdade de expressão. “

Lugo classificou as atividades que realiza com os deputados como um “grupo de observadores para velar pela manutenção da linha constitucional”. “Nos resta manter uma comunicação clara com a comunidade nacional e internacional (…), devemos reforçar resistência pacífica a esta sexta-feira negra “.

Sobre o pedido dos proprietários de grandes extensões de terras na zona da fronteira – os chamados brasiguaios – à presidente do Brasil, Dilma Rousseff, para que reconhecesse o novo governo, Lugo considerou que a presidenta continuará a tomar a decisão acertada.

Ele explicou que solicitou ao Mercosul a oportunidade de assistir à sua reunião de cúpula próxima quinta-feira na cidade de Mendoza, Argentina, para explicar as características e conseqüências do golpe de Estado no Paraguai.

Com Prensa Latina e Telesur

 

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