Representação brasileira no Parlasul será votada na próxima sessão do Congresso, decide Mesa 

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Publicado quinta-feira, 24 de março de 2011 as 11:46, por: cdb

A Mesa do Senado aprovou, nesta quinta-feira (24), a inclusão do projeto de resolução que trata das definições para a nova estrutura da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) na pauta da próxima sessão do Congresso, ainda sem data marcada. A Mesa da Câmara dos Deputados também já havia aprovado o texto, que deverá substituir a resolução em vigor (Resolução do Congresso nº 1 de 2007).

A proposta é destinada a garantir um mandato aos deputados e senadores que representarão o Brasil no Parlasul até a realização de eleições diretas para a escolha de futuros parlamentares do bloco.

A resolução também amplia de 18 para 37 o número de vagas destinadas às cadeiras brasileiras, cumprindo acordo ratificado em 2010 com os demais países do Mercosul. Desse total, 27 serão deputados e 10, senadores.

Como o Brasil não conta ainda com uma nova representação, o Parlasul não realizou nenhuma sessão neste ano. Isso porque o parlamento não pode se reunir sem a presença de todas as delegações nacionais.

Presente à reunião da Mesa, a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) comemorou a inclusão do tema na pauta da sessão do Congresso Nacional e disse que, após a aprovação da resolução, a próxima etapa será a definição do formato das eleições, a serem realizadas em 2012 ou 2014.

– A proposta é que seja uma experiência nova para o brasileiro: por lista fechada, indicada pelos partidos – explicou a senadora ao deixar a reunião.

Antes da reunião, o presidente da Casa, José Sarney, disse que a formação do Mercosul mudou completamente a política exterior da região e pode ser considerado o fato mais importante no continente após a independência dos países sul-americanos.

-Nós que éramos todos vizinhos e andávamos de costas, hoje estamos todos em uma política de integração que teve um resultado muito bom, basta ver como o nível de trocas comerciais aumentou e também o relacionamento entre nossos povos – disse.

Rodrigo Baptista / Agência Senado