Renato Gaúcho feliz no Flu

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Publicado segunda-feira, 17 de março de 2003 as 18:07, por: cdb

Alvo de desconfianças e críticas no Campeonato Brasileiro do ano passado, quando assumiu o comando técnico do Fluminense e teve a oportunidade de dirigir um clube grande pela primeira vez na carreira, Renato Gaúcho, agora, colhe os frutos que plantou nos últimos seis meses.

Depois de levar o Tricolor à semifinal do Brasileirão, o treinador vai disputar, a partir de quarta-feira, sua primeira final. O adversário é o Vasco e o título em jogo é o de campeão carioca. A goleada que eliminou o Flamengo da competição, sábado passado, significou, par Renato, a coroação de meses de trabalho árduo.

“Assumi o Fluminense num dia, e no outro estava na beira do campo enfrentando o Flamengo. Perdemos de 5 x 2 e, depois disso, pedi tempo para trabalhar. Agora, os resultados estão aí”, lembrou Renato, que não esconde os segredos do seu sucesso.

“Aprendi muito com todos os treinadores com quem trabalhei, mas as mudanças táticas que faço a cada jogo saem da minha cabeça. Além disso, não falar quem será titular faz com que todos corram atrás, ninguém se acomoda porque não é dono da posição”, explicou.

Apesar de ainda haver algum preconceito contra ex-jogadores que se tornam técnicos de futebol sem ter uma formação acadêmica, Renato Gaúcho destacou que sua vantagem é conhecer bem o que se passa na cabeça dos jogadores, principalmente os mais jovens.

“A gente, que passou anos dentro das quatro linhas, sabe o que o jogador quer ouvir e o que pensa”, disse o treinador, cujo currículo vitorioso como atleta serve de exemplo para o elenco do Fluminense: “Sempre digo a eles que só ficarão marcados no futebol se ganharem títulos”, revela Renato.

Para o jogo desta quarta-feira, o primeiro da final com o Vasco, o treinador ainda não definiu se utilizará o lateral-direito Jancarlos e o meia Carlos Alberto desde o início. Ambos estão com a Seleção Brasileira Sub-20, na Malásia, onde disputaram um torneio amistoso, e chegam ao Brasil na terça-feira pela manhã.

“Tudo pode acontecer, porque temos de avaliar se a viagem foi muito desgastante. São dois grandes jogadores, mas os que estão jogando agora (Zada e Djair) também estão correspondendo”, afirmou o misterioso treinador.