Religioso mulçumano do Exército dos EUA nega adultério

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Publicado terça-feira, 30 de março de 2004 as 05:05, por: cdb

James Yee, de 35 anos, um religioso muçulmano do Exército dos Estados Unidos, que atendia prisioneiros na base norte-americana de Guantánamo (Cuba), fez na última segunda-feira uma apelação contra uma reprimenda por um suposto adultério. Lee também é acusado de ter imagens pornográficas guardadas em um computador do Governo.

A reprimenda, emitida contra James Yee foi baseada em medidas aplicadas pelo Exército norte-americano para resolver assuntos disciplinares menores. Eugene Fidell, advogado de Yee, apresentou a apelação no último domingo perante um tribunal de Miami (Flórida).

A defesa do religioso disse que tinha sido cometida uma ‘injustiça’, que as decisões contra seu cliente foram formuladas com provas insuficientes e tinham ‘efeitos devastadores’. Ele disse que o Exército não deu tempo suficiente a Yee para se preparar e acrescentou que os argumentos sobre o adultério vieram da investigação militar em torno de um caso de espionagem.

Yee tinha sido acusado de ‘levar material confidencial para sua casa e de transportar de forma não permitida material classificado’ sem as medidas de segurança adequadas, segundo informou o Comando Sul dos Estados Unidos ao anunciar sua detenção, em setembro do último ano.

O religioso estava na base naval americana de Cuba, que possui mais de 600 pessoas detidas nos últimos dois anos no Afeganistão por seu suposto vínculo com o deposto regime Talibã e com a organização terrorista Al-Qaeda.

As autoridades americanas retiraram as acusações no dia 19 de março passado, ‘devido a preocupações de segurança que foram estabelecidas em caso de difundir a evidência’.