Receita Federal eleva para 15% previsão de crescimento da arrecadação em 2011

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Publicado terça-feira, 22 de março de 2011 as 14:35, por: cdb

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Pelo segundo mês consecutivo, a Receita Federal ampliou a previsão de crescimento da arrecadação. De acordo com o órgão, as receitas administradas, incluídas as contribuições para a Previdência Social, deverão fechar 2011 com aumento nominal de 15%.

A estimativa foi divulgada pelo secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto. Em janeiro, ele havia dito que o crescimento nominal da arrecadação neste ano ficaria em torno de 10%. No mês passado, ele elevou a previsão para 12%.

Com a nova previsão, a arrecadação federal em 2011 deve fechar com o mesmo crescimento do ano passado, apesar da desaceleração econômica. Em 2010, a arrecadação das receitas administradas pela Receita (que excluem recursos atípicos como royalties e dividendos de estatais) cresceu 15,98% em termos nominais, sem considerar a inflação. Ao levar em conta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crescimento foi de 10,4%.

Apesar de ter elevado a estimativa de crescimento para o ano, o secretário da Receita acredita que o ritmo de expansão das receitas diminuirá nos próximos meses por causa dos cortes no Orçamento e das medidas de contenção de crédito anunciadas no final do ano passado. Segundo Barreto, os resultados de janeiro e fevereiro estavam influenciados pelo desempenho da economia em 2010. Somente a partir de março, afirmou, a arrecadação começará a desacelerar.

“O crescimento menor da economia significará crescimento menor da arrecadação. Agora, é importante ressaltar que um crescimento menor não significa decréscimo”, destacou o secretário.

A desaceleração na arrecadação está em linha com a estimativa de 15% de crescimento nominal. Em janeiro e fevereiro, as receitas federais somaram R$ 155,210 bilhões, com alta nominal de 19,78% em relação aos dois primeiros meses de 2010. Segundo Barreto, esse percentual diminuirá nos próximos meses até fechar o ano em torno de 15%.

Edição: João Carlos Rodrigues

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