Reajuste para energia elétrica será menor do que o previsto

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Publicado quinta-feira, 26 de outubro de 2006 as 12:49, por: cdb

A projeção de reajuste para os preços da energia elétrica ao longo do ano ficará em 2,5% e não em 2,7% como estimou, em agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom). A projeção foi revista na semana passada, durante a reunião do colegiado de diretores do Banco Central (BC). As informações estão na ata da reunião, divulgada nesta quinta-feira pela autoridade monetária. Com base nas informações colhidas entre os dois encontros – relativas a impactos de preços administrados ou monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, educação, saneamento, transporte urbano e outros) – eles também reviram, para menos, a previsão para a telefonia fixa no ano. A estimativa passou de inflação negativa de 0,9% para deflação de 0,8%.

Passada a fase de preços mais altos do petróleo no mercado internacional, o Copom ficou mais confortável para manter a projeção de reajuste zero para a gasolina em 2006. Ao contrário das duas atas anteriores, nas quais citava a possibilidade de eventual aumento nos preços, o documento atual não menciona qualquer preocupação a respeito, embora destaque que os preços caíram e continuam em patamar elevado.

Dentre os preços administrados, o Copom mantém a projeção de reajuste acumulado de 0,1% para o gás de cozinha. No cômputo geral, a estimativa é que os preços administrados vão aumentar 4,4% em 2006 – mesma previsão de agosto, que corresponde a 31,2% na composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro oficial para a inflação.

Segundo o Copom, considerados os preços administrados e os preços livres, cuja correção é menor, “houve significativa redução” das expectativas da iniciativa privada sobre a variação do IPCA, para algo em torno de 3% neste ano e de 4,06% nos próximos 12 meses.

As perspectivas de inflação para 2007 também estão abaixo da meta de 4,5%, e os analistas de mercado consultados pelo BC estimam IPCA de 4,20% no ano que vem.