Queda na inflação amplia expectativas quanto às taxas de juros

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado quarta-feira, 7 de abril de 2004 as 10:12, por: cdb

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em março, devido sobretudo a um menor impacto dos custos de educação, conforme divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado deve reforçar as expectativas de um novo corte de juros na semana que vem.

O IPCA ficou 0,14 ponto percentual abaixo dos 0,61% de fevereiro com uma variação de 0,47%. Este resultado deixa o IPCA acumulado em 1,85% no primeiro trimestre do ano, abaixo do percentual de 5,13% relativo a igual período de 2003. Em 2003, no mês de março, o IPCA apresentou variação de 1,23%.

Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,89%, também abaixo do resultado dos 12 meses imediatamente anteriores (6,69%). Essa é a menor taxa desde novembro de 2003, quando foi de 0,34%.

A queda do IPCA em março amplia as expectativas de uma nova redução nas taxas de juros, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O dado do IPCA é divulgado uma semana antes de o BC reunir-se para debater a Celic, atualmente em 16,25 por cento.

O IBGE informou ainda que os preços de mensalidades escolares tiveram alta de 0,66% no mês passado, contra avanço de 8,11% em fevereiro. Mês passado, automóveis novos e usados, com respectivas variações de 2,33% e 1,54%, também foram responsáveis por 0,10 ponto percentual no índice. A maior contribuição negativa em março ficou mesmo com o álcool combustível, que variou -12,87%.

A meta de inflação perseguida pelo Banco Central este ano é de 5,5%, com tolerância de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo, mas a autoridade monetária já disse várias vezes que está mirando o centro do alvo. O IPCA é usado pelo governo como parâmetro do sistema de metas de inflação.