Queda do dólar reduz IGP-M

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Publicado quarta-feira, 19 de dezembro de 2001 as 02:39, por: cdb

A inflação medida pela segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de dezembro ficou em 0,24%, ante 0,97% na segunda prévia de novembro, segundo os dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Índice de Preços do Atacado (IPA), que vinha sofrendo impactos da alta do dólar, registrou deflação de 0,02% no período, com queda de 1,15 ponto porcentual em relação à segunda prévia do mês passado.

O gerente do Departamento de Índice de Preços da FGV, Elivaldo Pereira Conceição, disse que a redução da pressão sobre o câmbio foi a principal causa da deflação do IPA e da queda do IGP-M entre as prévias de outubro e novembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,66% e o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), em 0,73%. No ano, o IGP-M acumula variação de 10,41%. No atacado, os produtos agrícolas tiveram deflação de 0,76% e os produtos industriais subiram, em média, 0,26%.

No IPC, os grupos que registraram maiores elevações de preços foram vestuário (1,24%), alimentação (0,81%) e habitação (0,66%). O lançamento da estação primavera-verão influiu na alta dos produtos de vestuário, cujo maior destaque ficou com as sandálias femininas, com alta de 5,08%.

No grupo de alimentação, a maior contribuição para o IPC foi do tomate, que subiu 10,73%. Na habitação, o destaque foi a eletricidade residencial, com alta de 2,48% no período, influenciada pelos aumentos de tarifas no Rio e em Porto Alegre.

Conceição prevê que o IGP-M termine o mês em torno de 0,3%, chegando a 10,50% no acumulado do ano. Para o IPC, a previsão é de que fique entre 0,75% e 0,80% em dezembro, acumulando 7,8% em 2001. O IPA, segundo Conceição, deve ficar próximo a zero este mês e, no ano, acumula até essa segunda prévia 11,94%.