Queda do desemprego, boa e intrigante notícia

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Publicado quinta-feira, 29 de novembro de 2012 as 12:36, por: cdb

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) apontou uma queda do desemprego em sete regiões metropolitanas do país. No mês de outubro, a taxa ficou em 10,5% ante os 10,9% de setembro. Embora positivo – claro -, o resultado é no mínimo intrigante, já que a economia crescerá no máximo 1,5% este ano, como no ano passado.

A explicação, tudo indica, pode estar no crescimento da renda e do próprio emprego (leia mais); dos gastos e investimentos do governo; e, ainda que em menor escala, nos que deixaram de procurar emprego por conta do ambiente de baixo crescimento.

Vamos aos números da PEC, feita pelo DIEESE/Fundação SEADE em sete regiões metropolitanas: segundo os dados, em termos absolutos, 80 mil pessoas saíram da situação de desemprego. Surgiram 72 mil vagas no mercado de trabalho e 8 mil pessoas deixaram de disputar chances de trabalho.

Nível de ocupação no país subiu 0,4 ponto

A queda ocorreu no chamado desemprego aberto – passou de 8,4% em setembro para 8% em outubro –, que se refere à parcela da população que busca uma colocação no mercado e não exerce nenhum tipo de atividade remunerada, nem mesmo bicos. Já o chamado desemprego oculto manteve-se em 2,5%. Ele inclui o trabalho precário (quando o desempregado faz bicos) e o desalento (quando há desistência na busca por uma colocação).  

O nível de ocupação no país subiu 0,4 ponto nas sete regiões metropolitanas pesquisadas. No mês de outubro, segundo a PED, o desemprego recuou no Distrito Federal, em Fortaleza, Recife, Salvador e São Paulo; manteve-se estável em Belo Horizonte; e teve um leve crescimento em Porto Alegre passando de 6,9% para 7%.

Em termos de atividades, o nível de ocupação subiu na indústria de transformação (2,5%), no comércio e reparação de veículos (1,1%); e teve queda nos serviços (-0,2%) e na construção (-0,1%).

Outro dado que se destaca nesta pesquisa é a queda da população economicamente ativa na região metropolitana de São Paulo. Há 20 anos isso não acontecia, o índice caiu no mês de outubro 0,3% em relação a setembro. Segundo o responsável pela pesquisa na região, Alexandre Loloian, “a PEA oscila em função do ambiente econômico. Se estão contratando, as pessoas aparecem para trabalhar”.

Ele aponta, também, que a taxa de ocupação vem crescendo abaixo da média em São Paulo: entre setembro e outubro, a alta foi de somente 0,2%. “Nos últimos seis anos, essa taxa vinha oscilando em torno de 1,2%”.