PT publica manifesto pedindo nova política ao BC

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Publicado quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007 as 18:23, por: cdb

Um manifesto publicado nesta quinta-feira no site do Partido dos Trabalhadores (PT), intitulado “Mensagem ao Partido” e assinado por diversos membros do PT, entre eles o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, pede “um novo padrão de gestão monetária e cambial pelo Banco Central”.

O objetivo, segundo o documento, é permitir que o país possa alcançar objetivos como o crescimento econômico sustentado, melhoria da distribuição de renda, expansão do consumo popular, aumento da geração de empregos e recuperação contínua do salário mínimo.

O manifesto pede ainda o controle de entrada e saída do capital estrangeiro de curto prazo, classificado como “especulativo e instável”, e a ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN), composto hoje pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, e pelos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento). Entre outras atribuições, o CMN define a meta de inflação a ser perseguida pelo BC e a TJLP.

A mensagem defende a “consecução exitosa” do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como forma de levar o País a um novo patamar de desenvolvimento e conquistas sociais.

Com relação ao comércio exterior, o documento pede a ampliação das relações com os países africanos, “onde se encontram boa parte de nossas raízes nacionais”, e com a América Latina, para construir a “unidade sul-americana com aprofundamento do rumo internacional antineoliberal”.

O documento volta a defender o “apoio ao governo do presidente Lula, sem que o partido deixe de operar como um sujeito político crítico e propositivo em relação aos rumos do governo”.

O texto é assinado também pelos governadores Marcelo Déda (Sergipe), Wellington Dias (Piauí) e Ana Julia Carepa (Pará), prefeita Luizianne Lins (Fortaleza), deputados federais José Eduardo Cardozo (São Paulo), Paulo Teixeira (São Paulo), Walter Pinheiro (Bahia) e Henrique Fontana (Rio Grande do Sul), ex-ministros Olívio Dutra e Miguel Rosseto, vice-presidente do PT, Raul Pont, sociólogo Gabriel Cohn e filósofa Marilena Chauí.