Protecionismo dos EUA sofre crítica do secretário do Tesouro

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Publicado terça-feira, 30 de março de 2004 as 03:33, por: cdb

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, alertou contra uma tendência de protecionismo nos EUA, frisando, na última segunda-feira, que as exportações geram empregos.

– O livre comércio estimula o crescimento econômico deste país e de nossos parceiros comerciais – disse Snow em um discurso preparado para o Comitê de Negócios de Cincinnati, um grupo local de empresários.

– Nossa economia está em transição em muitos aspectos, e isso pode ser assustador. Mas há maneiras de atravessar a transição que representarão um melhor futuro para todos – disse, destacando que o treinamento de trabalhadores é uma forma de amenizar o impacto das mudanças.

– Ao invés disso, alguns prescrevem uma política de isolacionismo – disse, em uma aparente referência ao senador John Kerry, candidato às eleições presidenciais do país que ocorrerão no final deste ano.

– É uma visão pessimista de que nossos negócios e nossos trabalhadores não podem competir – disse Snow.

Kerry, que censurou as empresas americanas que transferiram suas operações para outros países, disse que não assinaria nenhum acordo global que não tivesse significativas provisões comerciais e ambientais.

– Apenas 5% da população global vive nos EUA. O que significa que 95% de nossos potenciais mercados estão fora do país – disse Snow.

O comércio tornou-se uma questão-chave na corrida pelas eleições que ocorrerão em novembro nos EUA, com os eleitores preocupados com o fato de o país estar perdendo empregos para outros locais com mão de obra mais barata.

A economia americana perdeu 2,2 milhões de empregos desde que o presidente George W. Bush assumiu o poder. Apesar da recuperação prevista por Snow, apenas 364 mil empregos foram gerados no último semestre.

Snow argumentou que o país encontraria uma melhor situação se seguisse o caminho traçado por Bush para a economia do país: livre comércio, cortes de impostos permanentes e diminuição de processos judiciais ‘frívolos’ contra empresas norte-americanas.