Projeto quer erradicar analfabetismo em prisões

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Publicado domingo, 26 de outubro de 2003 as 17:24, por: cdb

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro começa nesta segunda-feira a pôr em prática a primeira etapa do Projeto Para a Erradicação do Analfabetismo nas Prisões.

Essa etapa, realizada em parceria com a ONG Alfalit, vai beneficiar um total de 341 presos de nove unidades prisionais do Estado. A partir das 10h, os chefes dos setores de Educação das nove unidades prisionais atendidas vão receber os professores que vão ministrar os cursos.

Os cursos terão, pelo menos, três meses de duração, e cada turma será formada por, no máximo, 20 pessoas. Ao final, os alunos, que receberão um certificado reconhecido pelo MEC, estarão aptos a cursar a 3ª série do Ensino Fundamental, nas escolas regulares de suas respectivas unidades.

O secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, aguardava ansioso o início do projeto. “Existem alguns processos burocráticos necessários ao desenvolvimento desse trabalho. Um dos itens prioritários nesta administração é melhorar a questão da educação nos presídios do Estado, especialmente em relação ao analfabetismo. Por isso mesmo, os preparativos para a segunda fase do projeto, que deverá atender a pelo menos mais 800 presos, já estão em andamento”, disse ele.

Nesta primeira fase, estão inscritos 15 internos da Penitenciária Vieira Ferreira Neto, 19 do Instituto Penal Edgard Costa, e 25 do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Henrique Roxo, todos localizados em Niterói.

Em Bangu, inscreveram-se 51 presos da Penitenciária Moniz Sodré, 20 internas do Presídio Nelson Hungria, 67 detentos do Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, e 80 da Casa de Custódia Bangu C.

Já na Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos, 39 presos estão inscritos no projeto, que vai beneficiar, ainda, 15 internos do Patronato Magarino Torres, no Centro do Rio.