Produtora de cinema morre em acidente com lancha em Angra

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Publicado domingo, 28 de setembro de 2003 as 21:43, por: cdb

Acabou em tragédia uma festa em Angra dos Reis na casa do dono fábrica de biscoitos e massas Piraquê, Celso Colombo, no Condomínio Portogalo. Ao deixar o local por volta de 3h30, a lancha “Infinity III”, de 52 pés, com cinco pessoas, bateu em pedras no mar, teve o casco furado e tombou.

A assistente de produção do filme Abril Despedaçado, Érica Safira, morreu logo após dar entrada no pronto-socorro municipal. Os outros quatro passageiros ficaram feridos, um em estado grave.

Também estavam na embarcação a modelo Karen Bertrand, que durante anos morou em Miami e desfilou em passarelas internacionais, que teve escoriações por todo o corpo; Suzana Papine, de 26 anos, que foi transferida para um hospital particular do Rio de Janeiro com traumatismo no tórax.; o piloto da embarcação, Osvaldo Antonio Fernandes, de 47 anos, levado para a Santa Casa de Misericórdia Codrato de Vilhena, em Angra, para operar o fêmur; e o marinheiro Fabrício Araújo de Oliveira, de 24 anos, com ferimentos leves.

A causa do acidente ainda é desconhecida. Testemunhas disseram que Osvaldo navegava em alta velocidade quando bateu nas pedras, próximo à costa. A embarcação seguia para o Condomínio Porto Real, onde fica a casa do engenheiro Hamylton Pinheiro Padilha Júnior, que hospedava o grupo e seria o dono da lancha. A embarcação é uma off-shore de alto luxo cujo preço de mercado está estimado em US$ 1,2 milhão.

Amigos e profissionais que trabalharam com a produtora Érica Safira lamentaram a morte da produtora de cinema.

Lázaro Ramos, que trabalhou em Madame Satã disse que Érica impressionava pela alegria e pela amizade e dedicação. “É difícil acreditar que ela tenha perdido a vida tão cedo”.

O diretor Sérgio Machado, da Vídeo Filmes, ficou muito emocionado ao saber do acidente. Érica que trabalhava com ele na produção de seu próximo longa-metragem: “Cidade Baixa”:

– Já havíamos trabalhado juntos em outros filmes, entre eles “Abril despedaçado”. Era uma pessoa que transbordava vida e era querida por todos. Estou muito triste – diz.

Uma das principais responsáveis pelos patrocínios dos filmes em que Érica trabalhou, Elaine Curi, do setor de patrocínios da Brasil Telecom, afirmou que a perda de Érica é irreparável sob vários aspectos. “Era uma profissional exemplar, de grande caráter e uma grande amiga”,  contou Elaine, que segue neste domingo, às 11h, para Salvador, na Bahia, acompanhada de João Moreira Salles, para acompanhar o enterro de Érica, previsto para o fim da tarde de segunda.